Submissões Recentes

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O impacto da eficiência operacional na lucratividade das instituições financeiras
(2024-01-29) Evanio Gomes de Sousa, Evanio
A eficiência, refere-se à capacidade de uma organização produzir resultados desejados com o mínimo de recursos e esforço. Por outro lado, a lucratividade é o resultado tangível dessa eficiência. Este estudo se aprofundará precisamente nesse aspecto, buscando entender os determinantes da eficiência bancária e como ela se relaciona com a lucratividade dos bancos brasileiros. A metodologia consiste em avaliar o impacto da eficiência na rentabilidade, para isso, foi usado um modelo autorregressivo para avaliar a relação de curto e longo prazo entre os indicadores financeiros que são amplamente utilizados como medida de desempenho das instituições financeiras, ROE e IEO. Além disso, por meio de regressão de dados em painel, identificou-se quais variáveis determinam a eficiência bancária, e por fim, uma análise DEA (Data Envelopment Analysis) foi realizada para identificar gaps de eficiência dos principais bancos utilizando o modelo BCC (Banker, Charnes, and Cooper), que considera retornos variáveis de escala. A análise corrobora a hipótese de que bancos mais eficientes tendem a ser mais rentáveis e revela que tanto a rentabilidade passada, quanto a alavancagem financeira e Investimento em tecnologia, são fatores críticos, sugerindo que a gestão equilibrada desses insumos está associada a uma maior Eficiência Operacional e consequentemente maior lucratividade.
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Desempenho das ações listadas no ISE da B3 nos anos de 2022 e 2023 x demais ações: uma visão clusterizada
(2024-01-15) Conde, Daniel Mamoré
O estudo visa avaliar o desempenho das ações listadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 em comparação às ações não listadas numa ótica clusterizada. Com este objetivo, foram criadas Carteiras Teóricas de Ações para os anos de 2022 e 2023. As Carteiras são compostas por empresas que participaram do processo de seleção para compor o ISE da B3, independentemente de terem sido selecionadas ou não para compor o índice. Neste contexto temos dois grupos de Carteiras Teórica: i) Empresas que não foram selecionadas e compõem a Carteira 99, ii) Empresas que foram selecionadas pelo ISE da B3 que compõem as Carteiras Clusterizadas. Para a criação destas Carteiras Clusterizadas foi utilizado o método K-Means, que permitiu a criação de Carteiras com perfil de Score aderentes, ou seja, Carteiras com perfil ASG semelhantes, com exceção de uma “Carteira Outliers”, que durante o processo de Clusterização não se assemelhava com os demais Clusters criados. Os resultados apresentados sugerem que um maior comprometimento ASG (maior pontuação no Score Combinado) gera um menor risco, portanto uma menor volatilidade, mas que isto não garante uma rentabilidade acumulada superior aos demais pares. A Carteira 99, com menor comprometimento ASG, teve a maior rentabilidade acumulada dentre as Carteiras/cenários avaliados, tendo uma rentabilidade inferior apenas no cenário com a Carteira Outlier presente, que teve uma rentabilidade muito superior aos demais grupos avaliados. É importante apontar que, apesar das diferentes rentabilidades acumuladas, não há uma diferença estatisticamente relevante entre os retornos dentro de cada cenário, conforme apurado no teste Wilcoxon-Mann-Whitney, que avalia o ponto central, ou seja, a mediana dos retornos.
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Temas para 2024
(Instituto Brasileiro de Economia, 2024-01) Campelo Junior, Aloisio; Pelliccione, Ana Victoria; Braz, André; Pinheiro, Armando Castelar; Dianin, Caio; Duque, Daniel; Senna, José Júlio; Pereira, Lia Baker Valls; Ribeiro, Livio; Pires, Manoel; Tobler, Rodolpho; Pessôa, Samuel; Seda, Viviane
Como em todo janeiro, também neste é hora de fazer, ou rever, previsões para o ano à frente. Ao fazê-lo, porém, é importante reconhecer que essas previsões são sempre incertas, posto que o que vai ocorrer nos próximos 12 meses depende diretamente de como a política econômica vai evoluir, aqui e lá fora, o que, por seu turno, depende não só da política em si.
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O risco de leniência
(Instituto Brasileiro de Economia, 2023-12) Campelo Junior, Aloisio; Pelliccione, Ana Victoria; Braz, André; Pinheiro, Armando Castelar; Duque, Daniel; Senna, José Júlio; Pereira, Lia Valls; Ribeiro, Livio; Pires, Manoel; Garrido, Marina; Tobler, Rodolpho; Pessôa, Samuel; Seda, Viviane
Na análise de conjuntura, o fim de ano é sempre uma oportunidade para revermos o que ocorreu no ano que se encerra e alinharmos expectativas para aquele que começa.
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Diagnóstico do letramento em saúde mental de servidores do GDF
(2023-12-06) Mota, Antonio Claudio Pimentel
Esta pesquisa tem como objetivo realizar um diagnóstico do letramento em saúde mental dos servidores das secretarias de Fazenda e de Planejamento, Orçamento e Administração do Governo do Distrito Federal. Para isso, foi aplicado um questionário sobre letramento em saúde mental aos servidores dessas Secretarias. O questionário foi construído e validado por O'Connor e Casey (2015), e traduzido para o português por Campos (2016). Foi enviado por e-mail a todos os servidores, e preenchido online através da plataforma Survey Monkey. Os resultados da pesquisa foram analisados por meio de estatísticas descritivas e por meio de estratos de amostra classificados em níveis de letramento suficiente, problemático ou inadequado. O letramento em saúde mental dos servidores das Secretarias de Fazenda e de Planejamento, Orçamento e Administração é suficiente para 27,6% dos respondentes. Isso reflete principalmente os aspectos relacionados aos comportamentos dos servidores desses órgãos que provem o reconhecimento dos transtornos, dimensão na qual 40,4% dos respondentes demonstrou nível suficiente de letramento. Ainda que boa parte da amostra tenha alcançado um nível de letramento suficiente para a dimensão comportamento 59,6% dos respondentes ainda apresentam níveis problemáticos ou insuficientes. No que se refere aos conhecimentos sobre tratamento pessoal e sobre onde buscar informações, 94,9% dos respondentes possuem níveis de letramento problemático ou insuficiente. Os resultados da pesquisa demonstraram ainda que mulheres possuem um nível de letramento em saúde mental significativamente maior do que os homens, bem como grupos de pessoas portadoras de condições de saúde como câncer, depressão e ansiedade, ou que fazem uso frequente de medicamentos. Esses resultados ressaltam a importância de políticas de formação e capacitação focadas na saúde mental, visando não só elevar o nível de conhecimento entre os servidores, como também fomentar comportamentos e atitudes positivos em relação a pessoas com transtornos mentais.