Submissões Recentes

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A OUTRA FEIRA: EXPANDINDO OS LIMITES DO MERCADO DE ARTE PARA ATENDER A BASE DA PIRÂMIDE
(2023-09-21) Bado, Lilian
Esse artigo é sobre a A Outra Feira de Arte Contemporânea, realizada entre 2016 e 2019, contando com cinco edições itinerantes em São Paulo e uma em Jundiaí. O evento, idealizado por Lilian Bado (autora deste artigo) tem o diferencial de ser uma feira onde o próprio artista comercializa diretamente com o colecionador, e o intermediário que serve de orientação para o público sobre o valor cultural da obra recai sobre a responsabilidade dos jurados e da curadora. Inicialmente A Outra Feira surgiu como opção para exposição de trabalhos artísticos para artistas sem representação em galeria, sem experiência no mercado de arte e iniciantes em suas carreiras. A feira é uma alternativa aos salões e editais de museus públicos que em sua maioria não são voltados para venda e promovem pouco relacionamento entre artista, público e instituição. O texto discorre sobre a trajetória d'A Outra Feira e traz uma reflexão a partir das intenções primeiras e da comparação dos números, que embora pequenos no impacto do mercado de arte paulistano obtiveram uma evolução considerável da primeira à última edição.
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O DIREITO DE SEQUÊNCIA, SEUS PROBLEMAS E INFERÊNCIAS A PARTIR DE UMA PROPOSTA DE SOLUÇÃO: O REGISTRO DE OBRAS DE ARTE E SEUS PROPRIETÁRIOS
(2024-09-21) Cançado, Leonardo
A difícil arrecadação do Direito de Sequência e a necessidade de controle independente de proveniência e destinação de Obras de Arte.
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Informações sobre artistas no mercado contemporâneo de arte do Brasil.
(2023-09-21) Hochleitner, Katya
O mercado de arte brasileiro é objeto de um número reduzido de análises econômicas e estatísticas. O objetivo deste estudo foi obter informações sobre as trajetórias de artistas brasileiros e identificar fatores que pudessem influenciar carreiras e sucesso, colaborando para uma maior transparência no mercado de arte. Este trabalho representa, também, um primeiro passo no sentido de estabelecer um banco de dados sobre artistas brasileiros e apresentar estatísticas básicas sobre o assunto. Nosso processo de coleta de dados envolveu compilar informações selecionadas, disponíveis sobre artistas e galerias de arte brasileiros tanto em websites em português quanto em inglês. O banco de dados resultante incluiu informações demográficas dos artistas, tais como gênero, local de nascimento, educação, galeria de arte atual e localização da galeria de arte. Ao analisar dados de 1.575 artistas, representados por 81 galerias de arte brasileiras, este estudo confirmou a importância do Estado de São Paulo como o principal centro brasileiro para artistas, galerias de arte, e instituições educacionais no mercado de arte, entre outras conclusões.
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APROXIMAÇÕES METODOLÓGICAS PARA AVALIAÇÃO DE OBRAS DE ARTE (BRASIL, ARGENTINA E COLÔMBIA)
(2023-09-21) Perino, Gustavo
A precificação das obras de arte é complexa devido às variáveis que são próprias do mercado da arte. O conhecimento dessas variáveis é indispensável para realizar, de maneira assertiva, uma aproximação do valor de uma obra de arte. Muitos estudos publicados sobre precificação baseiam-se, exclusivamente, na análise de dados comerciais, sem a análise contextual do artista, resultando numa avaliação inerte que não dialoga com a realidade. Neste artigo, pretende-se mencionar as diferentes aproximações metodológicas usadas na avaliação de obras de arte, desde a profissão do perito avaliador, figura independente não vinculada à comercialização das peças, que tem grandes conhecimentos do contexto artístico no qual o artista está inserido.
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Breve análise sobre o tratamento contábil das obras de arte nas demonstrações financeiras do Banco Santander Brasil e Fundação Itaú para Educação e Cultura
(2023-09-21) de Souza, Fernando Oliveira Nunes
O presente trabalho tem como objetivo analisar brevemente o tratamento contábil de ativos culturais nas demonstrações financeiras relativas aos bancos Santander Brasil e Itaú Unibanco (por meio da Fundação Itaú para Educação e Cultura), duas das maiores instituições financeiras do país. Por meio de análise das demonstrações contábeis das citadas instituições, foi possível observar de que forma os ativos culturais são contabilizados como parte do patrimônio, nesse caso, as obras de arte pertencentes às coleções corporativas destes bancos. Para realizar tal pesquisa, foi estudada a bibliografia a respeito das práticas contábeis relativas aos ativos culturais, também conhecidos como heritage assets em inglês, levantamento este que revelou uma ampla variedade de tratamentos contábeis utilizados no Brasil e no mundo. Como resultado, foi demonstrado que as obras de arte não ganham relevância nas demonstrações financeiras das respectivas instituições e não geram informações específicas a respeito de suas políticas contábeis utilizadas para reconhecimento e mensuração. Como hipótese para a insuficiência de dados a respeito do tratamento contábil das obras de arte, pode-se supor também que a falta de normas específicas e adequadas para tal classe de ativos contribua para insuficiência de informações nas demonstrações contábeis. Outra hipótese poderia dizer respeito às dinâmicas próprias do sistema artístico na atribuição valores econômicos a estes objetos por meio das transações do mercado de arte, dificultando assim a tradução de valores simbólicos, culturais e estéticos em termos monetários. Ainda, entende-se que é necessário que os ativos culturais ainda apresentem melhor tratamento contábil por parte das entidades que destes se beneficiam, pois a variedade de práticas existentes pode diminuir a qualidade das informações disponíveis aos usuários.