Submissões Recentes

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Se quiser bem-feito, faça você mesmo: dos fatores de propensão ao desenvolvimento da capacidade da firma para integração vertical
(2024-02-06) Partyka, Raul Beal
A integração vertical é uma estratégia para empresas e suas cadeias de suprimentos a fim de melhorar seus níveis de confiabilidade. Em algumas situações, realizar uma operação internamente se torna necessário. Dentre os fatores de propensão para realização de integração vertical, é plausível estimar que alguns possuem maior importância que outros. Estes podem ser encontrados com diferentes níveis e impactam diferentemente a decisão de integração vertical. Ao olhar internamente, a firma pode escolher por desenvolver – no médio e longo prazo - internamente ou, devido a recursos finitos, adquirir e controlar essa capacidade. Dentre os recursos que a firma possui para realizar integração vertical alguns são mais relevantes do que outros. Tais recursos acabam por constituir uma capacidade organizacional para realizar integração vertical que tende a habilitar as empresas a buscar a integração vertical de operações, realizando atividades internamente. Mesmo que as empresas possam ter como intuito a aquisição da capacidade, ao invés de, primordialmente serem capaz de adquirir a operação, elas ainda são dotadas de capacidades. Portanto, esta tese testa os efeitos de três fatores de propensão, consistência, aquisição do controle e abrangência, para a integração vertical via fusões e aquisições (M&A) e verifica como os recursos da firma são utilizados para realizar integração vertical, se há diferentes perfis e como é a formação da capacidade de integração vertical. Esta tese adota a metodologia de método misto paralelo, com o uso de dados quantitativos e qualitativos. Na etapa quantitativa, três hipóteses foram testadas empiricamente, através de análise de regressão logística com estimador de razão de chances (odds ratio), para três fatores de propensão com 2.174 operações de M&A de empresas brasileiras entre os anos de 2017 e 2021. A etapa qualitativa utiliza o método de estudo de casos embedded múltiplos polares, de doze operações de M&A verticais, sendo cinco upstream e sete downstream, para verificar a utilização dos recursos, a existência de diferentes perfis e a formação da capacidade da firma. As hipóteses foram confirmadas e evidenciam que, a consistência, a aquisição do controle e as operações de abrangência doméstica, estão positivamente relacionadas e aumentam as chances de realização de M&A verticais. Ao apresentar as evidências dos recursos da firma, o estudo qualitativo identifica e mensura seis recursos relacionadas às M&A verticais. Como resultado, uma capacidade para integração vertical é mais dependente dos níveis existentes dentro de casa, no período pré-aquisição, do que dependente da apropriação da operação adquirida. O estudo traz à luz os diferentes perfis de recursosrelacionadas à integração vertical além da formação de uma capacidade para integração vertical. Quando considerada a polaridade entre casos, ou seja, uma aquisição do controle (comando) ou uma aquisição sem o controle, nos dois extremos confirmou-se a existência dos diferentes níveis e perfis de recursos. O estudo contribui para a discussão teórico-empírica acerca da integração vertical, dos recursos e da capacidade da firma. Sobretudo, explora fatores que até agora não foram relacionadas ao efeito da decisão de realizar integração vertical e traz uma nova e significativa abordagem para avaliar a propensão e os caminhos ao se adotar a estrutura vertical.
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Assessing Brazilian Trade Competitiveness I: Basic Results and The South American Context
(2024-01-25) Flôres, Renato
Embora existam clichês amplamente repetidos sobre o desempenho comercial do Brasil e competitividade – um grande exportador do agronegócio, um fornecedor de minerais e aço, um relativamente exportador diversificado-, poucos estudos recentes abordam a questão de um ponto de vista global e moderno perspectiva. Menos ainda visam uma visão mais abrangente do papel do país como exportador, tentando identificar formas de torná-lo mais competitivo e conquistar novos mercados de produtos e nações. Usando estatísticas e índices simples, no espírito destes Resumos, uma análise preliminar visão global da questão é apresentada aqui. A segunda sessão discute resultados usando o famoso índice de Balassa, instrumento tradicional e básico de avaliação da competitividade. Seção 3 combina a avaliação mundial com foco regional, na América do Sul, e a seção 4 aborda a questão mais sutil, porém fundamental, da sofisticação da cesta de exportações. A Seção 5 apresenta as principais diretrizes derivadas das conclusões anteriores. Os dados para os fluxos provêm do UN COMTRADE e as classificações sectoriais utilizam o versão mais recente do SITC, principalmente com quatro dígitos.
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Behaviorial Mapping: a aplicação de ciências comportamentais na implementação de programas de compliance
(2023) Oliveira , Isabela Ferreira Lemes de
Com a entrada em vigor da Lei 12.846 de 01 de agosto de 2013, que estabeleceu a possibilidade, no âmbito de um processo administrativo, do julgador levar em consideração na aplicação das sanções, a existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e a aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta no âmbito da pessoa jurídica. Seguida por uma sequência de escândalos de corrupção, que geraram uma das maiores operações de combate à corrupção e lavagem de dinheiro da história do Brasil, fez com que as empresas brasileiras demonstrassem maior preocupação em estabelecer procedimentos e controles internos, se não pela inciativa de ter programas de compliance mais estruturados, pelo medo de uma eventual sanção administrativa. No entanto, essa corrida pelo compliance, acabou resultando em programas de compliance “para inglês ver”, isto é, genéricos e que não consideraram as particularidades de cada empresa. Com o tempo e avanço dos estudos de integridade, os programas se tornaram mais complexos, com mecanismos capazes de identificar os potenciais riscos advindos de suas atividades comerciais, como canal de denuncias, due diligence de terceiros e treinamentos anticorrupção. Dessa forma, o presente trabalho evidencia componentes que ainda não são levados em consideração no processo de análise de risco das empresas brasileiras: o comportamento humano e perfil de risco de seus colaboradores. Nesse sentido, o estudo foi realizado com base em (i) pesquisa bibliográfica; (ii) análise de legislação; (iv) pesquisa documental e (iii) estudo de caso brasileiros e estrangeiros. Ao partir da hipótese inicial de que colaboradores são seres humanos permeados de preferencias e vieses, ao final do trabalho conclui-se como o uso de ciências comportamentais na elaboração e implementação de programas de compliance pode promover maior eficácia e integridade nas empresas brasileiras.
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O mercado da arte como poética visual – considerações sobre a economia como tema na arte contemporânea
(2023-09-21) Bortulucce, Vanessa Beatriz
A proposta desta comunicação é realizar uma reflexão acerca de como a arte contemporânea utiliza como tema de sua poética questões intrínsecas ao mercado de arte. O valor de mercado é produto de um constructo social; é desta forma que se estruturam os elementos que irão atribuir um determinado valor a uma obra, independentemente de seu suporte. Este valor é resultado de camadas de validação atribuídas por diversos indivíduos, que, ao formarem seus discursos culturais, conduzem o olhar e atenção do público, legitimando a existência da obra.
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Arte, Ouro e Inflação: o caso da arte como investimento durante o período de estagflação
(2023-09-21) Chemalle, Thierry
O presente artigo tem como objetivo analisar o desempenho do investimento em arte durante o período que combinou baixo crescimento econômico e altas taxas de inflação ao longo dos anos 1970 e parte dos anos 1980 e ficou conhecido como estagflação. Coloca-se em contexto o comparativo do desempenho do investimento em arte com outros ativos tradicionais e o ouro, tido como instrumento valioso e imprescindível na composição de um portfólio de investimentos diversificado que busca proteção contra choques externos e eventos extremos. Sendo observados os retornos absolutos e ajustados ao risco, as estatísticas de dispersão e correlação entre os ativos e também as correlações e covariâncias com consumo e produto.