A taxa de reinternação hospitalar após o uso da telessaúde em atenção domiciliar na pandemia de Covid-19
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Data
2023-05-08
Autores
Orientador(res)
Schiesari, Laura Maria Cesar
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Resumo
Os sistemas de saúde apresentam custos crescentes agravados por fatores como ineficiência, má qualidade, abuso de serviços e procedimentos, falhas na segurança e falta de coordenação do cuidado, dentre outros. A pandemia de Covid-19 trouxe desafios adicionais, como a necessidade de prover acesso a serviços de urgência e internações hospitalares e a proteção à saúde de seus profissionais. Uma das ferramentas utilizadas para suprir o aumento de demanda foi a telessaúde. Vários países já haviam implantado projetos nessa área, mas a pandemia foi o gatilho para sua disseminação em maior escala nos países em desenvolvimento e no Brasil. A taxa de reinternação hospitalar é um indicador utilizado para avaliar a eficácia da assistência hospitalar e a transição dos cuidados para os serviços de atenção primária ou para a atenção domiciliar. Esse estudo analisou os dados de uma operadora de saúde suplementar do sudeste do Brasil e buscou avaliar a implantação de um serviço de telessaúde para pacientes em atenção domiciliar no primeiro semestre de 2020. A taxa de reinternação em 30 dias após a alta hospitalar caiu de 21,9% em 2019 para 17,1 % em 2020 e 16,0% em 2021. O perfil dos pacientes foi diferente ao longo dos anos quanto ao tipo (clínico ou cirúrgico), quanto ao CID de alta hospitalar e quanto a idade. Apesar das restrições metodológicas, evidenciou-se benefício assistencial após a implantação da telessaúde, que pode no futuro apoiar melhorias assistenciais a partir de intervenções customizadas para situações clínicas que devem ser mais bem definidas.
