Um novo capítulo no financiamento privado do agronegócio: instrumentos financeiros para a transição brasileira à agricultura de baixo carbono

Data
2023-08-31
Orientador(res)
Assad, Eduardo Delgado
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Resumo

O agronegócio e as mudanças climáticas estão interligados. Globalmente, o setor de produção de energia representa a maioria das emissões, seguido pelo setor de agricultura e uso da terra (AFOLU) (OUR WORLD IN DATA, 2016). No Brasil, no entanto, o setor de AFOLU é o maior responsável pelas emissões do país, sendo as mudanças no uso da terra e atividades agropecuárias as principais atividades geradoras (74%, SEEG, 2021), mas estas também são impactadas pelas mudanças climáticas (IPCC, 2019). Para atender às metas de redução de emissões, é essencial direcionar recursos para práticas agrícolas de baixo carbono e sem desmatamento. O Plano Safra 2023/2024 expandiu a agenda de baixo carbono na concessão de crédito rural, mas ainda há necessidade de mais investimentos e assistência técnica nessa área para a mitigação e adaptação climática, aliadas ao aumento da segurança alimentar. As finanças privadas têm o condão de complementar o financiamento público, mas é importante superar as barreiras de percepção de risco dos investidores. De acordo com os resultados obtidos, existe uma tendência no desenvolvimento de instrumentos financeiros para ação climática na agricultura, com foco na Amazônia e Cerrado e especialmente para a recuperação de áreas degradadas. Estes instrumentos vêm superando as barreiras e mudando referida percepção de risco. Neste sentido, foi possível identificar os principais indicadores de impacto e viabilidade financeira para desenvolver uma métrica preliminar de avalição de investimentos climáticos com o objetivo de fornecer análises comparativas à investidores, fomentar estes investimentos e permitir uma evolução dos instrumentos para ação climática no setor.


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