Acesso ao ensino superior, evasão e estratégias para a permanência na educação semipresencial: um olhar sobre as clivagens gênero, etnia e trabalhador-estudante

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Data
2023-10-06
Orientador(res)
Medeiros, Jimmy
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Resumo

Apesar de presenciarmos nas últimas décadas um grande aumento de matrículas na educação superior no Brasil, este nível de ensino ainda não se encontra plenamente disponível de forma equânime a toda a população que por ele almeja. Neste aspecto, pretendeu-se debater o tema acesso à educação superior. Vale advertir que não basta concentramos nosso olhar no assunto acesso, sendo necessário estratégias de permanência no espaço acadêmico, isso implica criar políticas que beneficiem estudantes de todos os extratos sociais. O estudo teve como foco o curso de graduação de Tecnologia em Gestão de Turismo, que é uma das graduações do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, CEFET/RJ, integrado ao Consórcio de Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro, na modalidade semipresencial. Essa modalidade de ensino auxilia a reduzir algumas barreiras impostas por fatores como falta de flexibilidade de horário, barreiras geográficas, entre outras. Sobre essa modalidade de ensino podemos dizer que traz consigo um rol de discussões em termos de planejamento pedagógico, metodologia de ensino, avalição dos cursos, entre outras questões a serem analisadas. O presente trabalho visou discutir o acesso às oportunidades educacionais a partir da análise dos alunos egressos e dos alunos que ultrapassaram o período de integralização. Pretende-se contribuir e aprofundar discussões sobre a educação nas modalidades semipresencial e a distância e suas contribuições sobre as mudanças educacionais, estruturais e sociais. Dentro dos objetivos gerais deste estudo estão identificar e analisar as estratégias formais e informais de permanência dos estudantes. Buscou-se definir os organismos e atores que, de modo direto e indireto, estejam envolvidos na questão da permanência e investigar os contextos extraescolares que envolvem os espaços familiares e de trabalho, e as estratégias de conciliação (ou não) desses espaços com os estudos. O levantamento possibilitou uma abordagem qualitativa ao aproximar-se da realidade dos estudantes, e uma abordagem quantitativa, com apresentação dos dados em gráficos estruturados, por meio da utilização do programa Phyton em sua elaboração. Os gráficos foram construídos a partir das respostas obtidas nas perguntas abertas e fechadas dos questionários que foram enviados via plataforma Google Forms e survey. Deu-se principal atenção às clivagens gênero, etnia e trabalhador estudante, entendidas aqui como segmentos socialmente vulneráveis. Os resultados apontaram que os participantes reconhecem a existência de desafios, das mais diversas ordens, e articulam-se de diferentes formas para romper com as barreiras presentes em sua rotina acadêmica. Reafirmar a importância de pensar a partir da realidade e cotidiano dos estudantes para formular políticas institucionais que defendam uma educação pública e de qualidade ao alcance de todos.


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