A Extrema Direita Global: Brasil estabelece ecossistema próprio no Parler e mimetiza extrema direita americana

Resumo

Este documento apresenta os resultados de uma análise sobre as articulações e ações de grupos radicalizados em plataformas de mídias sociais alternativas. A crescente migração para essas redes sociotécnias pode estar relacionada à atuação mais incisiva de big techs como Facebook e Twitter na contenção do discurso de ódio e de ataques às instituições democráticas. Para entender esse processo, será analisada a presença de grupos de extrema-direita no Parler, plataforma com regras mínimas para o banimento ou exclusão de mensagens e perfis. A partir de uma base de dados global com 93,4 milhões de publicações entre 03 de novembro de 2020 e 07 de janeiro de 2021, busca-se: i) a identificação dos principais temas, influenciadores e grupos de interação no período; ii) uma análise específica da atuação do conjunto brasileiro na plataforma; e iii) o mapeamento das interações entre grupos de extrema-direita no Brasil e nos Estados Unidos. Os resultados mostram a formação de uma rede transnacional engajada na reprodução de discursos que visam corroer a credibilidade de instituições democráticas.


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