Análise do absenteísmo entre os profissionais de saúde no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia nos anos de 2017 e 2018

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Data
2020-08-31
Orientador(res)
Ferreira Junior, Walter Cintra
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Resumo

Introdução: A saúde dos trabalhadores tem sido objeto de grandes preocupações para os gestores. O entendimento do processo de prevenção, saúde-doença e reabilitação dos profissionais de saúde tem sido tema de inúmeros estudos na literatura. Os números crescentes de afastamentos do serviço têm trazido frequentes transtornos ao atendimento dos usuários, além de dificultar a sustentabilidade financeira da instituição, tendo em vista a necessidade de pagamento de plantões extras para recomposição da força de trabalho diária. Outro aspecto relevante, é que a ausência do profissional escalado para o serviço, quando não é possível a substituição, sobrecarrega a equipe de assistência. Objetivo: O objetivo do presente trabalho é conhecer a realidade do absenteísmo no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, dentro de um intervalo definido de tempo. Analisar semelhanças e diferenças entre os mesmos cargos, de mesmas classes de trabalhadores celetistas e estatutários. Propor medidas para redução do absenteísmo dos profissionais de saúde, independente da modalidade do vínculo trabalhista. Métodos: Pesquisa aplicada de natureza qualitativa, realizada por meio de análise documental, com orientação analíticodescritiva, realizada através da solicitação de informações relativas aos afastamentos por motivo de saúde na instituição nos anos de 2017 e 2018. Foram analisados 3387 atestados de afastamento do serviço, apresentados por 1404 servidores dos diversos setores, resultando em 58.921 dias perdidos de trabalho no período de 2 anos. A média de duração dos atestados foi de 2 dias por servidor. Cerca de 65% dos afastamentos são de profissionais diretamente envolvidos na assistência e cuidados dos pacientes, dos quais 58% são profissionais de Enfermagem Resultados: As licenças-maternidade foram as principais causas de dias perdidos de trabalho, sendo este benefício garantido por lei. Os transtornos mentais e comportamentais e as doenças músculo-esqueléticas são as principais causas de ausência ao trabalho. Os profissionais de Enfermagem de nível médio são os servidores com maiores índices de absenteísmo. Existe um predomínio do sexo feminino, em consonância com os índices mundiais, de acordo com a literatura consultada. Conclusões: Os resultados encontrados no intervalo de tempo avaliado mostram a necessidade de medidas urgentes para redução dos níveis alarmantes de absenteísmo no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Com esse objetivo, apresentamos propostas tais como dimensionamento e recomposição da força de trabalho, avaliação das condições de trabalho nos diversos setores, intensificação de medidas preventivas, garantidoras da reabilitação e readaptação dos servidores afastados por problemas de saúde.


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