Chutando a escada macroeconômica: política industrial, taxa de câmbio e outras contribuições ao novo desenvolvimentismo

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Data
2020-06-18

Orientador(res)

Bresser-Pereira, Luiz Carlos

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Resumo
Com base em uma abordagem estruturalista, o presente trabalho pretende analisar em que medida mudanças no modelo de Estado adotado pelo Brasil, que até a década de 1980 apresentava viés desenvolvimentista e desde então passou a ser predominantemente neoliberal, inviabilizou a conclusão de seu alcance produtivo e salto tecnológico. Partimos de duas premissas: em primeiro lugar, que o Brasil apresentou, no período em questão, uma tendência de sobreapreciação cíclica e crônica da taxa de câmbio real de longo prazo, ocasionada pela existência de doença holandesa não controlada e pela condução de políticas econômicas erráticas; em segundo, que a má condução de políticas macroeconômicas pode reduzir a eficácia da condução de política industrial setorizada. Nesse contexto, analisamos a ascensão do neoliberalismo como ideologia e a teoria neoclássica como mainstream econômico. Em seguida, verificamos a história do pensamento desenvolvimentista ao longo dos séculos XX e XXI. Ressaltarmos, então, aspectos dos processos de alcance da Grã-Bretanha, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul e, finalmente, analisamos o caso brasileiro recente.

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