Empresas de petróleo: estratégias para transição energética
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Data
2025-11-28
Autores
Orientador(res)
Vasconcelos, Flávio Carvalho de
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Resumo
Objetivo - A ideia central deste estudo é analisar como as empresas de petróleo e gás estão organizando suas estratégias de transição energética em meio às atuais pressões, sejam elas ambientais, regulatórias ou sociais. O ponto central é entender por que essa transição ainda caminha lentamente, mesmo com os compromissos de descarbonização já assumidos. Para investigar isso a fundo, utilizamos como base a Teoria da Ecologia Organizacional e a Teoria da Dependência de Recursos. Metodologia - Para entender esse cenário, adotamos uma revisão bibliográfica sistemática. Ela se baseia em relatórios de instituições de referência (como IEA, IRENA e IPCC), documentos das próprias empresas e publicações técnicas recentes. O estudo cobre o intervalo de 2015 a 2025, com foco nas mudanças desencadeadas pelo Acordo de Paris. A metodologia combina análise conceitual e teórica com uma comparação interpretativa do que gigantes como BP, Shell, Equinor e TotalEnergies estão apresentando na prática. Resultados - Os resultados mostram que, apesar do discurso de mudança e das metas climáticas, os investimentos continuam concentrados nos combustíveis fósseis. A transição ocorre de forma lenta e muitas vezes é mais simbólica do que efetiva, devido à forte inércia estrutural de um setor intensivo em capital. Pela ótica da Ecologia Organizacional, as empresas seguem presas a seus nichos, enquanto a Teoria da Dependência de Recursos revela que o petróleo ainda sustenta seus resultados, explicando a revisão recente de promessas climáticas. Limitações - As principais restrições vêm do fato da pesquisa ser predominantemente teórica e da ausência de números mais sólidos sobre o desempenho econômico dos projetos de transição em diferentes lugares. Outro ponto, é o acesso aos dados das empresas. Como essas informações muitas vezes estão incompletas ou chegam de forma desigual, é difícil traçar comparações justas e padronizadas entre elas. Aplicabilidade - Para os gestores corporativos, trazemos clareza sobre as barreiras internas e externas que realmente impactam a implantação de estratégias de descarbonização. Para formuladores de políticas públicas, mostramos como regulações e incentivos bem aplicados podem acelerar a mudança estrutural do setor. Para os pesquisadores, propomos uma base teórica integrada que serve de alicerce para futuros estudos conectando energia, sustentabilidade e comportamento organizacional. Contribuições para a sociedade - Esse estudo foca na questão de porque a transição energética ainda acontece de forma tão lenta em um setor que é vital para a economia global. A análise serve para enriquecer o debate público sobre o clima, apoiar a criação de políticas que funcionem de fato e, aumentar a transparência sobre as dificuldades das empresas. Tudo isso afeta diretamente o futuro ambiental, social e econômico de diversos países, com um peso ainda maior para aqueles que dependem da renda do petróleo. Originalidade - O diferencial está na forma como a Ecologia Organizacional e a Dependência de Recursos se encontram. É essa conexão que explica por que as grandes petroleiras ainda estão pisando no freio quando o assunto é transição energética. Ao invés de ficar só naquela discussão sobre tecnologia ou dinheiro, o estudo mergulha mais fundo. Ele revela as engrenagens estruturais e organizacionais que insistem em manter o modelo fóssil vivo, oferecendo uma visão crítica e bem atualizada do que estamos vivendo desde o Acordo de Paris.
