FGV DAPP - Análises Políticas

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    The state of disinformation: foreign networks on Twitter influenced the brazilian electoral debate
    (2018-10) Fundação Getulio Vargas. Diretoria de Análise de Políticas Públicas
    A group of 232 profiles has acted in other countries before and has been spreading messages involving Bolsonaro, Lula and fake news about pedophilia. Among the most influent profiles are Russian media outlets such as RT and Sputnik, the accounts of political leaders from the US and Italy and an American alt-right youtuber. A second network of automated profiles coming from Venezuela, Argentina, Cuba and Ecuador published content supporting the PT candidacy. These two networks we identified indicate external attempts to influence the electoral debate in Brazil by actors of the right and left wings in other countries.
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    The state of misinformation: 2018 elections
    (2018-09) Fundação Getulio Vargas. Diretoria de Análise de Políticas Públicas
    The actions of automated accounts in the public debate on the social networks is already a reality in this year’s elections, as indicated by FGV DAPP’s latest studies. In this analysis, from the posts about the 2018 elections and the presidential hopefuls made by automated accounts between August 08 and 13, we observed that these interferences promoted by bots often happen in an articulated and synchronized way, from botnets.
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    A Semana nas Redes: 31/01/2019
    (2019) Ruediger, Marco Aurélio
    Rompimento de barragem da Vale em Brumadinho reconfigurou o debate político nas redes e reposicionou a temática de meio ambiente no centro das discussões; - Com mais de 690 mil tuítes, Meio Ambiente passou a ser o principal tema associado ao governo, seguido por Segurança Pública e Direitos Humanos; - Com o debate sobre a tragédia, a atuação de robôs no debate no Twitter apresentou queda após semanas de alta; - Os principais grupos que participam do debate político no Twitter tiveram como pauta central o desastre em Brumadinho e a cobrança pela responsabilização da tragédia.
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    Bots and Brazil´s electoral legal system: 2018 elections
    (FGV DAPP, 2019-01) Ruediger, Marco Aurélio; Liguori Filho, Carlos Augusto; Santos, Ezequiel Fajreldines dos; Santos, Guilherme Kenzo; Salvador, João Pedro Favaretto; Karolczak, Rodrigo Moura; Guimarães, Tatiane; Aquino, Theófilo Miguel de; Silveira, Victor Doering
    In democratic elections, voting usually comprises two fundamental empowering aspects: electors vote for candidates because they agree with their projects and have a positive assessment of their background or party, and/or electors vote for candidates because of their charisma, honesty, and other values transmitted by candidates’ own image (MUTZ, 2009). The dissemination of fake news affects both these motivations of a democratic vote. On one hand, the rational choice of projects and the assessment of candidates’ background can be impaired by the overflow of possibly untrue information. On the other hand, untrue facts misrepresent the aforementioned features of candidates – either for or against their image. Besides, disseminating untrue information also reinforces ideological biases in each voter, because the evidence presented confirms ideas, values, and notions inherent to his/her points of view. 1 However, the fake news phenomenon cannot be fully understood based only on the false information element: the mode of dissemination is fundamental to determine the electoral impact. For that reason, social bots and real people share fake news in social media and communication applications such WhatsApp or even e-mail services. Social bots, when pretending to be real people sharing news and presenting opinions, have become a tool to generate a critic mass of sharing news in several online communication vehicles; consequently, they made some facts, either true or not, part of the mainstream narrative. Thus, what makes the current fake news phenomenon different from older forms of disinformation is precisely its massive scale and online circulation.
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    Bots e o direito eleitoral brasileiro: eleições 2018
    (FGV DAPP, 2019-01) Ruediger, Marco Aurélio; Liguori Filho, Carlos Augusto; Santos, Ezequiel Fajreldines dos; Santos, Guilherme Kenzo; Salvador, João Pedro Favaretto; Karolczak, Rodrigo Moura; Guimarães, Tatiane; Aquino, Theófilo Miguel de; Silveira, Victor Doering
    Em eleições democráticas, o voto costuma envolver dois aspectos fundamentais de ponderação: eleitores votam em candidatos por concordarem com seus projetos e por fazerem avaliações positivas de seu histórico e partido, e/ou votam devido aos seus traços de carisma, honestidade, e outros valores que são transmitidos pela imagem dos próprios candidatos (MUTZ, 2009). O problema da disseminação de fake news impacta ambas as motivações do voto democrático. Por um lado, a escolha racional de projetos e avaliação do histórico de candidatos fica prejudicada devido à inundação de informações possivelmente inverídicas. Por outro, fatos inverídicos deturpam os já mencionados traços dos candidatos — seja a favor ou em detrimento de sua imagem. Ademais, a disseminação de informações inverídicas também reforça enviesamentos ideológicos de cada eleitor, pois apresenta evidências que confirmam ideias, valores e concepções inerentes às suas visões de mundo. 1 No entanto, o fenômeno das fake news não pode ser plenamente compreendido apenas pelo seu componente de falsidade de informações: o modo de disseminação é fundamental para o seu impacto eleitoral. Para tanto, bots sociais e pessoas reais compartilham fake news em redes sociais e aplicações de comunicação como WhatsApp ou mesmo serviços de e-mail. Os bots sociais, ao se passarem por pessoas reais divulgando notícias e apresentando opiniões, transformam-se numa ferramenta para gerar massa crítica de compartilhamento de notícias nos diversos veículos de comunicação online e consequentemente tornaram determinados fatos, verídicos ou não, parte da narrativa mainstream. Nesse sentido, o que diferencia o atual fenômeno das fake news de formas mais antigas de desinformação é justamente sua escala massiva e sua veiculação online.
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    O estado da desinformação: redes estrangeiras no twitter interferem no debate eleitoral brasileiro
    (2018) Ruediger, Marco Aurélio
    Ao avaliar 106 usuários que estavam divulgando links com desinformações em relação ao tema “Pedófilos pedem para serem aceitos por ‘comunidade’ LGBT” no Twitter, foi identificado um retuíte em inglês do usuário @garoukike chamado “Enrique” seguido da bandeira do Chile. O perfil Enrique apresenta indícios de ter ligação com a Rússia; Em seguida, foram obtidas as informações de todos os usuários que interagiram com o usuário @garoukike e foram cruzados com os perfis registrados nas bases de dados da FGV DAPP já identificados por publicar mensagens relacionadas à política brasileira. O total desse cruzamento deu como resultados 232 perfis; Esses 232 perfis realizaram, nas bases de dados da FGV DAPP, um total de 8.185 publicações em português no período entre 01 de agosto e 26 de setembro de 2018 relacionados à política brasileira; O usuário que teve mais interações nas publicações dos 232 perfis é o perfil @RT_com, canal estatal de televisão russa. O perfil em espanhol de RT, @ActualidadRT, e o perfil @SputnikInt, canal de notícias russo, também figuram como um número alto de menções. Vale ressaltar também outros perfis com um alto índice de interações com o perfil da Sarah Abdallah, que segundo a BBC1 publica “constantemente mensagens pró-Rússia e pró-Assad”; e o perfil @Ian56789, identificado como um “Bot Russo” pelo governo do Reino Unido segundo uma entrevista ao site de notícias Sky News2 e um “Pro-Kremlin Troll”, segundo Ben Nimmo3 do Atlantic Council4. Ian apresenta um blog pessoal onde desmente ser uma automatização russa5; A partir daí, foi criada uma base de dados com as últimas 400 publicações desses 232 perfis. Na base de dados foram identificados tuítes utilizando mais de 40 línguas distintas. A língua mais utilizada nas publicações é inglês, seguida pelo espanhol e italiano. O português figura em sexto lugar na lista das línguas mais utilizadas nas publicações. Os tuítes em russo representam quase 3% da base, e foram feitos por 54 dos 232 perfis analisados; Quando foram avaliados os influenciadores presentes nessas ultimas 400 publicações, apresentou-se um grafo clusterizado por língua. O cluster de língua italiana, tem como principal influenciador o Vice Primeiro-Ministro da Itália Matteo Salvini. O cluster formado por usuários que falam em espanhol, tem como principal influenciador o portal de notícias russo RT En Español. O cluster de língua inglesa, tem entre os seus representantes o youtuber Paul Joseph Watson (@PrisonPlanet), que é associado a alt-right por alguns veículos de notícias.6 Finalmente, o cluster formado por uma rede com característica informacional apresenta como seu maiores influenciadores o portal de notícias russo RT, com a presença do também portal russo Sputnik, e a influenciadora Sarah Abdallah (@sahouraxo); Ao analisar a presença desses 232 perfis em outros debates eleitorais internacionais foi identificado que no debate das eleições dos EUA, foram encontradas 87 contas. No debate das eleições da França, foram encontradas 55 contas das 232 contas. Já no das eleições da Alemanha, foram encontradas 98 contas. No debate sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit), tiveram 66 contas. Nas eleições do Paraguai, 37 contas. Nas eleições da Argentina foram achadas 11 contas. Nas do México, 47. Por fim, nas eleições do Reino Unido, 45 contas, das 232, estiveram presentes no debate. Das 232 contas, 34 estão presentes nas bases dos EUA, França e Alemanha; Dentro de um marco contextual e geográfico, as desinformações que foram divulgadas pelos portais brasileiros tiveram origem em 4 pontos iniciais, sendo todas elas importadas/reapropriadas dos Estados Unidos e a rede social chamada 4chan.
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    O estado da desinformação: eleições 2018
    (2018) Ruediger, Marco Aurélio
    A ação de contas automatizadas no debate público nas redes sociais é uma realidade nas eleições, conforme análise feita pela FGV DAPP com dados de 08 a 13 de agosto. Foram identificadas, na base analisada, 5.932 contas automatizadas no debate sobre as eleições e os presidenciáveis, que geraram 19.826 publicações, entre tuítes e retuítes. Destas publicações, cerca de 30% (5.790 publicações) são duplicatas , reproduziram o mesmo conteúdo, um indicativo de ação coordenada para disseminação de conteúdo.Os candidatos mais mencionados foram Bolsonaro (PSL) e Lula (PT) , com 7,5 mil e 6,1 mil menções. Depois aparecem Alckmin (PSDB) e Boulos (PSOL), com 2,7 mil e 2,2 mil. Análise de discurso mostra que robôs ligados a Bolsonaro exploraram os temas “aborto”, “homofobia” e “racismo” para posicionar o candidato e reagir à esquerda. No caso de Lula , a análise evidencia a estratégia de dar visibilidade ao então vice, Fernando Haddad, aos “debates paralelos” aos oficiais e mensagens por sua soltura. Foram identificadas ainda três redes de contas automatizadas ( botnets ) que coordenaram, no total, 1.589 publicações durante o período de análise. A maior delas , composta por 13 contas , fez 1.053 publicações relacionadas ao debate eleitoral (5% das publicações automatizadas), com conteúdos em defesa de Lula. A segunda rede de 139 contas automatizadas foi responsável por 291 publicações relacionadas ao debate (1% dos posts), vinculadas aos nomes de Lula e Boulos. A terceira rede é composta por 16 contas que fizeram 245 publicações relacionadas ao debate eleitoral, (pouco mais de 1%), em defesa de Bolsonaro e Amoedo. No final de agosto , dias após o movimento da #DireitaAmordaçada, ocorreu também a mobilização #MeSegueNoGab , com o objetivo de atrair seguidores para a plataforma;A hashtag foi mencionada em 19.315 tuítes, fazendo o percentual de acessos de brasileiros no Gab subir de 12.2% em 22 de agosto para 27.3% no dia 11 de setembro.
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    A Semana nas Redes: 08/02/2018
    (2018-02-08) Ruediger, Marco Aurélio
    A polêmica sobre o auxílio-moradia provocou mais de 250 mil menções no Twitter em apenas dez dias, refletindo um forte desgaste, sobretudo no Poder Judiciário, com o debate sobre o uso do benefício. Somente a hashtag #auxíliomorodia esteve presente em 48,2 mil postagens; - As discussões, iniciadas com a divulgação de que o juiz Marcelo Bretas usava o auxílio, atingiram de forma contundente expoentes da Lava Jato, como Sergio Moro (71,4 mil tuítes) e Deltan Dallagnol (2,3 mil); - A crítica não veio apenas dos setores mais alinhados ao campo da esquerda, responsável por apenas um terço das discussões; outro terço foi motivado pelos perfis ligados à direita; e um último, por pessoas sem vinculação com partidos, mas que aderiram a um discurso crítico; - Com a polarização das redes no Brasil, é incomum que um tema político consiga essa unanimidade. Entre as principais postagens críticas ao auxílio-moradia, por exemplo, estavam as de Lula e João Amoedo; - Beneficiado pelas discussões sobre auxílio-moradia, Amoedo foi o terceiro presidenciável mais mencionado, logo após Lula e Bolsonaro; - As discussões sobre o auxílio-moradia influenciaram o debate sobre temas econômicos, especialmente a Reforma da Previdência. Os usuários questionam a real necessidade da reforma, do ponto de vista das contas públicas, quando são pagos altos benefícios aos magistrados.
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    A Semana nas Redes: 15/02/2018
    (2018-02-15) Ruediger, Marco Aurélio
    Reforma da Previdência mobilizou 151 mil menções no Twitter desde o início de fevereiro. O debate, porém, não ganhou volume no decorrer dos últimos 10 dias, indicando perspectiva negativa para a votação da medida. Debate revela três eixos de crítica à reforma: (1) a manutenção de privilégios para diferentes carreiras; (2) a acusação de que a Previdência não é deficitária (mobilizada pela oposição); e (3) o inconformismo, por parte da população, em trabalhar anos a mais para se aposentar. A campanha do governo pela aprovação da reforma promovida com a hashtag #todospelareforma foi atropelada por críticas e ironias à medida. Enquanto #todospelareforma foi citada 12,5 mil vezes, as hashtags #sevotarnãovolta e #quemvotarnãovolta foram verificadas 23,2 mil vezes - O desfile da escola de samba Paraíso do Tuiuti contribuiu com a contestação da reforma: 1,5 mil menções no Twitter relacionam o desfile com a Previdência, em consonância com críticas à Reforma Trabalhista. Arrefecimento das discussões sobre a Reforma da Previdência nas redes ocorre paralelamente a uma melhora do IBovespa e uma queda da taxa de câmbio. Em meio ao Carnaval, Luciano Huck — antes do anúncio de sua desistência da candidatura — e João Doria tiveram expressivo aumento do debate nas redes sociais devido a pautas negativas no período. As declarações do ex-presidente Fernando Henrique sobre Huck haviam retomado a especulação sobre a candidatura do apresentador e elevado a associação da temática eleitoral ao seu nome
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    A Semana nas Redes: 01/02/2018
    (2018-02-01) Ruediger, Marco Aurélio
    Debate nas redes sociais após julgamento do ex-presidente Lula (cujas menções caíram 41%) é marcado por uma intensificação da fragmentação política e por discussão sobre possíveis “herdeiros” de votos do petista. - Divulgação de pesquisas eleitorais motivam aumento de menções a Luciano Huck em volume semelhante ao de Alckmin, Ciro e Marina. - Associação dos atores políticos ainda é baixa, à exceção da pauta de segurança pública, que mobiliza seguidores de Bolsonaro. - No debate temático geral, a discussão sobre febre amarela mobiliza mais de 500 mil menções no Twitter ao longo do mês janeiro. - A questão da morte de macacos impulsiona mais de um terço das discussões sobre febre amarela em todo o Brasil na semana. - A classe política (ainda) passa relativamente incólume ao debate sobre febre amarela. Michel Temer é o ator mais citado, com apenas 1,6 mil postagens sobre a doença (cerca de 0,3% do total de menções)
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    O julgamento de Lula
    (2018) Ruediger, Marco Aurélio
    O julgamento do ex-presidente Lula foi o evento político de maior magnitude nas redes desde a abertura do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, motivando 1,2 milhão de menções em 24 horas; - Debate movimentou cerca de 35 mil interações motivadas por robôs, respondendo por cerca de 5,5% das interações no campo de oposição e 5,1% de interações no grupo de apoio a Lula. A presença detectada de Robôs aponta para uma forte utilização dos mesmos durante as eleições com potencial para controvérsias e questionamentos, a exemplo do ocorrido em outros países. - O grupo formado por perfis de apoio a Lula dominou o debate ao final, com 44% das interações, contra 35% do grupo de oposição ao ex-presidente. O evento mobilizou ainda 254 mil menções no exterior; - O elemento de destaque foi o crescimento de atores ligados ao campo da esquerda, como Ciro Gomes, Fernando Haddad, Guilherme Boulos e Manuela Dávila. Essa tendência indica a intensificação do debate sobre que atores poderiam vir a capitalizar a eventual saída de Lula da corrida eleitoral; - O debate econômico nas redes se manifestou como o maior pico de menções à bolsa de valores brasileira desde o primeiro semestre do ano passado. O evento mobilizou 12.304 menções ao otimismo dos mercados financeiros com o julgamento
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    A Semana nas Redes: 22/02/2018
    (2018-02-22) Ruediger, Marco Aurélio
    A intervenção federal no Rio intensificou o debate sobre segurança pública, com 2,3 milhões de menções no Twitter em sete dias. - Cerca de 40% das menções sobre o tema abordam a intervenção no Rio e as discussões dela decorrentes na economia e na política. - A assinatura do decreto de intervenção provocou 463,4 mil menções no dia 16 de fevereiro, o segundo maior volume diário sobre segurança já registrado pela FGV DAPP. - O presidente Michel Temer foi citado em 102,2 mil menções e ocupou parte da pauta de segurança pública antes dominada pelo deputado Jair Bolsonaro, que foi citado em 57 mil referências. - Impulsionadas pela intervenção, também foram expressivas as menções às Forças Armadas (724 mil postagens), à questão prisional (151,9 mil) e ao Estatuto do Desarmamento (54 mil). - A suspensão da Reforma da Previdência em decorrência do decreto de intervenção faz com que debate sobre a proposta alcance o seu recorde em série histórica: 37 mil menções no dia 19 de fevereiro.
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    Educação em alvo: os efeitos da violência armada nas salas de aula
    (DAPP, 2017) Ruediger, Marco Aurélio; Oliveira, Cecilia; Barbosa, Bárbara; Couto, Maria Isabel MacDowell; Sanches, Danielle; Maia, Pedro; Taboada, Carolina; Lobo, Thais; Oliveira, Wagner; Sathler, Raphael; Contarato, Andressa da Silva; Bastos, Rachel; Napolião, Paula; Reis, Isis; Lerer, Rebeca; Nakakubo, Rodolfo
    The present study aimed to analyze data related to the public educational institutions in the city of Rio de Janeiro (state, municipal and federal schools and daycare centers) with reports of shootings/gunfire in the city; The objective of the research is to conceive public policies to meet the various needs of school-age children and teenagers who live in vulnerable areas with high rates of violence, especially of the armed type; Between July 2016 and July 2017, the city of Rio de Janeiro reported 3,829 shootings. We found that 1,809 elementary and intermediate education institutions and 461 daycare centers and child education services operate in the city; We identified priority areas for public policies based on two criteria: (1) the territorial concentration of schools and the incidence of shootings/gunfire and (2) the number of shootings/gunfire only; The neighborhoods of Costa Barros, Acari and Cidade de Deus are the ones with the largest number of municipal and state schools and daycare centers exposed to armed violence. A large part of the incidences of shootings/gunfire are concentrated in the North Zone, mainly in the regions of Complexo do Alemão (218 reports) and Maré (119 reports). Another area that draws attention is the vicinity of Avenida Brasil, near the neighborhood of Penha (128 reports).
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    Massacre no Pará
    (FGV DAPP, 2017-06-07) Ruediger, Marco Aurélio; Taffarel, Natalia; Taboada, Carolina; Couto, Maria Isabel MacDowell; Maia, Pedro; Calil, Lucas; Dias, Thamyres; Faria, Ricardo; Ruediger, Tatiana Terra; Roberto, Lucas; Lobo, Thais; Asensi, Arielle; Gomes, Luis
    Há duas semanas uma ação conjunta entre as polícias civil e militar do estado do Pará para reintegração de posse, no dia 24 de maio de 2017, resultou na morte de dez trabalhadores rurais vinculados a movimentos agrários na Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco, região sudeste do estado (a mais de 800 km da capital, Belém). O episódio é mais um capítulo de graves violações de direitos humanos que marcam a história do estado e do país: é o maior número de mortos em um conflito agrário no Brasil desde o massacre de Eldorado dos Carajás, há 21 anos, cidade que fica a apenas quatro horas de distância de Pau D'Arco. Após o ocorrido, a Secretaria de Segurança Pública do Pará divulgou nota afirmando que os policiais civis e militares foram recebidos a tiros quando tentavam cumprir mandados judiciais e que teriam agido em legítima defesa. Testemunhas afirmam que o episódio tratou-se de execução e que os agricultores foram surpreendidos com a chegada dos agentes públicos. A versão apresentada pelos policiais vem sendo contestada, e entidades vinculadas à defesa dos direitos humanos questionam que apenas um lado do suposto confronto foi atingido pelas munições e apresentou ferimentos. O presidente da Comissão de Direitos Agrários da OAB do Pará declarou que 'custa acreditar que dez pessoas sejam mortas e seja um confronto com a polícia'. A ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois, disse em nota que se trata de uma 'chacina' e, como tal, seria 'inaceitável'. O manejo dos corpos após as ações dificultou ainda mais a apuração de detalhes. Na Assembleia Legislativa do estado do Pará (Alepa), o relatório apresentado para a comissão de direitos humanos também aponta questionamentos à versão dos policiais envolvidos na ação.
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    O Debate sobre a Lei de Migração
    (FGV DAPP, 2017-05-26) Ruediger, Marco Aurélio; Spohr, Alexandre; Guedes, Ana Lúcia; Carvalho, Danilo; Calil, Lucas; Gomes, Luis; Oliveira, Wagner; Lobo, Thais
    A questão migratória vem atraindo atenções e opiniões fortes no mundo todo, especialmente pela mobilização sobre o tema durante as eleições nos Estados Unidos, em 2016, e, de forma recorrente, na França, no Reino Unido e na Alemanha. O Brasil, país com longo histórico de imigração, não fica de fora do debate, especialmente com a sanção presidencial à Lei de Migração, em 25 de maio. Apesar de inexistirem incidentes terroristas no país e de o contingente de refugiados árabes ser extremamente pequeno, percebe-se nas redes sociais um movimento de rechaço aos imigrantes muçulmanos e à lei. Essas posições vêm sendo acompanhadas por manifestações de grupos autointitulados de direita e contrários à lei. A FGV/DAPP acompanhou a discussão sobre a temática migratória no Brasil por meio da análise dos 60,5 mil tweets sobre o tema entre 17 de abril e 25 de maio de 2017 , período entre a aprovação do projeto de lei pelo Senado e sua sanção presidencial. Há uma clara concentração de mensagens em torno da lei, com maior coesão entre aqueles que exigem que Temer vete o projeto antes que haja uma entrada massiva de 'terroristas, comunistas e traficantes'. As postagens favoráveis se concentram em criticar a posição dos que se opõem, argumentando-se que há incoerência com a realidade.
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    Balas & vidas perdidas: o paradoxo das armas como instrumento de segurança
    (FGV DAPP, 2017-06-12) Ruediger, Marco Aurélio; Taboada, Carolina; Couto, Maria Isabel MacDowell; Lobo, Thais; Fernandes, Janaina de Mendonça; Calil, Lucas; Bastos, Rachel; Contarato, Andressa da Silva
    Há um aumento na participação dos homicídios por arma de fogo no total de homicídios; Números mostram migração das mortes por arma de fogo do Sudeste para o Norte e Nordeste; O Estatuto do Desarmamento foi um mecanismo fundamental para a redução do ritmo de crescimento dos homicídios por arma de fogo. O que a sua flexibilização pode significar? Decretos e portarias editadas pelo governo Michel Temer vêm flexibilizando as regras de controle de armas no Brasil estabelecidas, em grande parte, pela Lei 10.826/2003 — conhecida como Estatuto do Desarmamento. Ao mesmo tempo, tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal propostas de revogação integral do Estatuto, sob o argumento de que o problema da violência não foi resolvido e que o Estado deveria garantir aos cidadãos o direito de se defender.
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    Protestos na Esplanada: crise política recrudesce
    (FGV DAPP, 2017-05-24) Ruediger, Marco Aurélio; Traumann, Thomas; Grassi, Amaro; Carvalho, Danilo; Ferreira, Humberto; Calil, Lucas
    Em um dia de protestos e conflito na Esplanada, a crise política voltou a recrudescer, provocando novo aumento de menções a 'Fora Temer' e 'Diretas Já', além de críticas às reformas da Previdência e trabalhista. O mapa de retuítes sobre os protestos mostra o grupo de perfis tradicionalmente ligados à oposição em ofensiva contra o governo, que não encontra um campo orgânico de defesa nas redes; Na tarde desta quarta, também ganharam destaque as menções à violência e ao vandalismo durante os protestos, na sequência do anúncio do envio das Forças Armadas para conter os manifestantes, agravando um cenário já muito adverso para o governo e sua base de apoio, que sofre novo revés diante da opinião pública; Nesse contexto, observa-se -- entre os atores políticos -- um aumento das menções ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tanto pelo seu pedido ao presidente, por envio de reforço para conter os manifestantes, quanto pelo fato de ser o primeiro na linha sucessória de Temer
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    #BrasilemGreve
    (FGV DAPP, 2017-04-28) Ruediger, Marco Aurélio; Traumann, Thomas; Grassi, Amaro; Carvalho, Danilo; Ferreira, Humberto; Calil, Lucas
    Greve Geral é tendência mundial com 1,1 mi de menções; Volume supera os maiores protestos em favor do impeachment ao longo dos anos de 2015 e 2016; 'Reformas' e 'direitos' são os temas mais mencionados; João Doria e Jair Bolsonaro aparecem, mais uma vez, como os atores de destaque entre os Azuis. E Lula continua como a principal liderança dos Vermelhos. O movimento de apoio à greve geral nas redes sociais foi a maior ação da oposição ao governo Temer em um ano. As menções relacionadas à greve geral no Twitter ultrapassaram a marca de 1,1 milhão. O volume faz do evento o maior - nas redes - dos últimos anos, superando inclusive os maiores atos em favor do impeachment, ocorridos em março de 2015 e março de 2016. Para efeitos de comparação, a votação para abertura do processo de impedimento da Presidente Dilma Rousseff, em abril do ano passado, mobilizou 1,5 mi de menções.
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    Eleições na França
    (2017-05-09) Ruediger, Marco Aurélio; Spohr, Alexandre; Carvalho, Danilo; Ferreira, Humberto; Calil, Lucas; Ruediger, Tatiana Terra
    O resultado de Emmanuel Macron nas urnas, no segundo turno, não só o consagrou como o presidente mais jovem da história da França, como confirmou as estimativas (até conservadoras) das pesquisas eleitorais sobre a vantagem que obteria contra Marine Le Pen. Enquanto havia, em especial na imprensa francesa, acentuado debate sobre o impacto das ausências (que foram, de fato, elevadas) e dos votos nulos e brancos (também elevados), verificou-se que a migração de eleitores de outros candidatos foi, de fato, mais vantajosa para Macron. Sob esse foco de análise, a FGV/DAPP mapeou, desde o começo da campanha presidencial, o debate eleitoral via Twitter, em francês, para identificar de que forma os perfis se realinharam, com o objetivo de verificar a adesão aos dois finalistas e quais candidatos mais 'cederam' espaço a Macron ou Le Pen, a partir de seus próprios polos de influência. O resultado do estudo, fracionado em dois grafos de interações entre perfis — antes do primeiro turno e pós-primeiro turno —, retrata uma oposição quanto ao resultado das urnas, deixando a esfera de debate na rede social em dissonância com a mobilização dos franceses no último domingo, 07 de maio.
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    O Depoimento de Lula
    (FGV DAPP, 2017-05-11) Ruediger, Marco Aurélio; Traumann, Thomas; Grassi, Amaro; Carvalho, Danilo; Ferreira, Humberto; Calil, Lucas; Ruediger, Tatiana Terra
    Apresentado nas redes sociais como a luta do século, o embate entre os admiradores e detratores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do juiz Sérgio Moro fez surgir a maior novidade da internet brasileira dos últimos tempos, a terceira força. Levantamento feito pela FGV DAPP ao longo de 24 horas antes e depois do depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Moro mostra que a polarização segue dominando as redes sociais, mas não é mais a única expressão relevante no Twitter e no Facebook. Embora menos organizada do que os grupos contra e a favor do ex-presidente Lula, este terceiro campo político revela uma tentativa de avaliação equidistante do depoimento do ex-presidente, muitas vezes criticando os dois protagonistas e o tom de guerra dos militantes partidários - e por vezes em tom satírico.