FGV EESP - 10º Fórum de Economia da Fundação Getulio Vargas

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    O Brasil pode repetir o milagre econômico?
    (2013) Barbosa, Fernando de Holanda
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    Capacidade institucional do Estado brasileiro e o novo desenvolvimento: desafios atuais
    (2013-09) Pacheco, Regina Silvia Viotto Monteiro
    No momento em que se amplia o papel do Estado na economia, visando um novo ciclo de desenvolvimento no país, é oportuno discutir aspectos da organização e funcionamento do Estado brasileiro, visando identificar potencialidades e desafios decorrentes de sua capacidade institucional atual. Este é o objetivo do presente texto. A ênfase, portanto, não recairá nos instrumentos finalísticos de atuação do Estado, e sim em suas estruturas, procedimentos, conjunto de normas e práticas institucionais que hoje constituem o modus operandi desta imensa máquina, com destaque para o funcionamento da administração pública federal. Dentre os diversos componentes que conformam a capacidade institucional do Estado, serão abordadas questões relativas à macroestrutura, recursos humanos e formas de controle, além de instituições relativas ao regime de governo e ao federalismo brasileiro. Buscaremos apontar as evoluções em curso, além de brevemente recuperar alguns aspectos da trajetória desta máquina.
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    Política cambial no Brasil: um esquema analítico
    (2013) Rossi, Pedro
    No ano de 2013, especialmente nos meses seguintes ao anúncio de mudanças na política monetária americana, a taxa de câmbio real/dólar se comportou de forma extremamente volátil, imprevisível e suscetível tanto à euforia quanto à decepção dos agentes financeiros. Esse período é seguramente emblemático, mas não é exceção na história recente da flutuação do real. Nos últimos 10 anos, foram dois ciclos longos de apreciação (2003-2008 e 2009-2012) intercalados por períodos de depreciação cambial. O fato notável é que a taxa de câmbio real/dólar costuma apresentar maior variação dentre as taxas de câmbio do sistema internacional, tanto nos períodos de apreciação como nos de depreciação. Esse padrão de flutuação cambial, que acompanha o ciclo de liquidez internacional, reproduz a volatilidade dos índices financeiros e ressalta a natureza da moeda como um ativo financeiro. Ainda assim, esse padrão de flutuação não é imutável. Não há nenhuma lei econômica que obrigue a moeda brasileira a respeitar diariamente os movimentos da liquidez global, nem a reagir instantaneamente às transitórias expectativas dos agentes financeiros. Tampouco essa flutuação é um desfecho inevitável das forças de mercado e da tecnologia, decorrentes de uma globalização financeira supostamente irreversível. Pelo contário, esse padrão de flutuação cambial é uma opção política, e decorre de uma institucionalidade politicamente construída e de um determinado modelo de atuação da política cambial que pode (e deve) ser aprimorado. Nesse contexto, esse artigo busca contribuir para a discussão da política cambial no Brasil a partir de um enfoque centrado na institucionalidade do mercado de câmbio brasileiro. O objetivo é avaliar como essa institucionalidade condiciona as políticas de câmbio no Brasil (como as intervenções do banco central, os controles sobre fluxos de capital, a regulação sobre a posição dos bancos e a taxação sobre as operações de derivativos) e, em particular, como a especulação opera nessa institucionalidade. Defende-se a ideia de que o mercado de câmbio brasileiro é particularmente permeável à especulação financeira e, por isso, uma política cambial mais adequada ao desenvolvimento econômico, que permita a passagem para outro padrão de flutuação cambial - menos volátil, mais adequado às necessidades do parque produtivo brasileiro - depende da regulação do mercado de câmbio e, em particular, do mercado de derivativos
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    Novo ciclo de desenvolvimento (2013-2022)
    (2013-09-30) Mantega, Guido
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    Dobrar a renda per capita: notas sobre o debate
    (2013) Miterhof, Marcelo Trindade
    Este texto foi escrito para subsidiar uma exposição no 10º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), previsto para ser realizado nos dias 30/09 e 01/10/2013 e organizado pela Escola de Economia da FGV-SP em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São de Paulo (FIESP), Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) e Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (DIEESE). Sua tarefa é ampla e difícil de ser executada: discutir uma estratégia para que o Brasil dobre sua renda per capita em quinze anos. É claro que o artigo não atende a tamanha pretensão. Seu objetivo se restringe a discutir aspectos do debate corrente sobre as possibilidades do desenvolvimento brasileiro.
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    Acumulação de capital, taxa real de câmbio e catching-up: teoria e evidência para o caso brasileiro
    (2013-09) Oreiro, José Luis; Basilio, Flavio; Souza, Gustavo J. G.
    O presente artigo tem por objetivo apresentar, primeiramente, o core analítico da macroeconomia estruturalista do desenvolvimento, o qual dá embasamento teórico para a ideia de que a política cambial é de importância fundamental para a acumulação de capital e o crescimento de longo-prazo. Uma vez apresentado esse core analítico passamos a análise da questão referente à administração da taxa real de câmbio. Para tanto iremos apresentar um modelo teórico de determinação da taxa real de câmbio, o qual permitirá delimitar os instrumentos e as ações de política econômica que são necessários para que os policy-makers sejam capazes de levar a taxa real de câmbio até o nível de equilíbrio industrial. Na sequencia iremos analisar o comportamento recente da taxa real de câmbio no Brasil, enfatizando o estado de sobre-apreciação crônica que a mesma se encontra mesmo após os movimentos recentes de desvalorização do câmbio nominal. Estimativas preliminares apresentadas no artigo apontam para uma sobre-valorização de cerca de 48% da taxa real de câmbio no Brasil. A relação entre o nível (e a volatilidade) da taxa real de câmbio e o investimento (por trabalhador) no Brasil é analisada por intermédio de um modelo econométrico com dados em painel para 30 setores da indústria de transformação e extrativa brasileira. Os resultados empíricos confirmam a hipótese teórica apresentada nas seções anteriores a taxa real de câmbio é uma variável chave para determinar o investimento e crescimento de longo-prazo. Por fim, concluímos o artigo com a apresentação de uma proposta de arcabouço de política macroeconômica para viabilizar um crescimento mais acelerado da economia brasileira e, portanto, o seu processo de catching-up com respeito aos países desenvolvidos.
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    O Brasil pode repetir o milagre econômico?
    (2013) Barbosa, Fernando de Holanda; Barbosa Filho, Fernando de Holanda
    Este artigo tem como objetivo analisar as condições macroeconômicas necessárias para que o Brasil dobre a renda per capita em quinze anos no futuro próximo. Esta meta de crescimento do produto no intervalo de 5,2% a 5,7% implica no crescimento do produto per capita de 4,5 a 5% ao ano. Ela não é trivial como nos ensina a história brasileira e a experiência internacional.
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    Política cambial, estrutura produtiva e crescimento econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil
    (2013) Araújo, Eliane Cristina de; Peres, Samuel Costa
    O objetivo deste artigo é analisar o perfil da estrutura produtiva brasileira e de que forma este foi impactado pelo regime de câmbio vigente. A hipótese que se explicita é a de que o regime de câmbio apreciado foi prejudicial aos setores e ramos tecnologicamente mais sofisticados, favorecendo os ramos mais tradicionais e aqueles ligados às atividades primárias. Esse regime contribuiu para mudar o perfil da estrutura produtiva brasileira, provocando um processo de 'desindustrialização relativa', que se reflete em variáveis do setor externo e possui importantes consequências para o crescimento econômico. Tendo em vista tal situação, a retomada do crescimento econômico sustentado só será possível mediante a reindustrialização da economia brasileira, para a qual a política cambial é a variável-chave para determinar essa mudança estrutural.
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    Para dobrar é preciso distribuir
    (2013) Lúcio, Clemente Ganz; Jager, Paulo; Melo, Frederico