Sub-representação de mulheres em cargos de alta administração e soluções de empoderamento / RP

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    As companhias brasileiras são socialmente sustentáveis?: sumário executivo
    (2017) Fundação Getulio Vargas. Escola de Direito São Paulo; Sica, Ligia Paula Pinto
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    As companhias brasileiras são socialmente sustentáveis? Uma análise das iniciativas de sustentabilidade social das companhias
    (2019) Sica, Ligia Paula Pinto; Bianquini, Heloisa; Terreri, André
    Atualmente, um dos espaços mais relevantes de exercício de poder social é o ambiente corporativo. Aqueles que detêm o poder de decisão dentro das grandes empresas são atores que têm o potencial de gerar desenvolvimento e transformação econômicos e sociais, direta ou indiretamente. A atuação indireta se conforma pelo exercício da função social da companhia e a atuação direta das empresas pode se direcionar à melhoria das comunidades nas quais elas operam: por exemplo, por meio do investimento social ou por meio da criação de produtos socialmente responsáveis. A pesquisa objeto deste relatório tem como objetivo apresentar um levantamento sobre as iniciativas de sustentabilidade adotadas por todas as companhias constantes do Ibovespa, com foco naquelas de cunho social. As fontes de pesquisa utilizadas foram seus relatórios anuais publicados entre os anos de 2012 e 2016 (os últimos disponíveis quando do início da elaboração do banco de dados), e a metodologia empregada para coleta e sistematização dos achados de pesquisa foi a teorização fundamentada em dados (TFD). A partir do levantamento, foi realizada uma análise crítica acerca do estado da arte atual da gestão da sustentabilidade no ambiente empresarial brasileiro. Dentre os principais achados, conclui-se que, para as companhias brasileiras, o conceito de sustentabilidade possui um sentido mais voltado à sua dimensão ambiental e à atuação externa de caráter filantrópico. Práticas e políticas voltadas à dimensão social da sustentabilidade e a atuação interna perante os colaboradores são dimensões comparativamente negligenciadas. Também se constatou que há correlação entre políticas e práticas de sustentabilidade social e reputação das empresas. No entanto, as empresas estatais possuem pior reputação em relação às privadas para o mesmo número de iniciativas do tipo. Isto pode se relacionar aos escândalos de corrupção (como o mensalão e o petrolão) que prejudicaram a imagem das estatais brasileiras frente ao mercado nos últimos anos. Por fim, constatou-se ainda que há correlação significativa positiva entre a existência de metas para inclusão de mulheres em cargos de gestão e a efetiva presença delas nestes cargos, indicando que políticas mais “agressivas” de inclusão feminina na liderança parecem ser mais eficazes.
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    O que elas dizem? Motivos da sub-representação de mulheres em cargos de alta administração
    (2019) Sica, Ligia Paula Pinto; Venturini, Anna Carolina
    A pesquisa pretende analisar os motivos que levaram as mulheres a serem sub-representadas nos cargos de alta administração empresarial no Brasil, mais especificamente nos conselhos de administração e diretorias. Para tanto, o planejamento para pesquisa se deu em duas fases. A primeira já finalizada consistiu em uma investigação com vistas a atestar a sub-representação, realizar diagnóstico numérico do espaço da mulher nestes cargos, bem como avaliar as variáveis que influenciam a presença de mais ou menos mulheres nesses ambientes, o que foi apresentado no nosso “Women’s participation in sênior management positions: Gender social relations, Law and Corporate Governance” (Di Miceli, Donaggio, Pinto e Ramos). Parte desses dados foram atualizados e constam do Relatório “Mulheres em altos cargos de gestão” (Pinto e Terreri). A segunda – objeto do presente relatório – buscou ouvir aqueles que estão nos altos cargos ou são candidatos a eles e avaliar os motivos pelos quais as mulheres são sub-representadas. Por meio da metodologia da análise de discurso, foram investigadas causas da sub-representação de mulheres para se pensar em soluções adequadas para reduzir a desigualdade de gênero nesses espaços. O trabalho pretende responder, a partir desses discursos, duas perguntas centrais: (i) em primeiro lugar, quais as causas da sub-representação de mulheres em cargos de alta gestão?; e (ii) Diante das causas encontradas, quais são as melhores práticas, políticas públicas ou privadas para atacar a indesejável sub-representação?
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    As companhias brasileiras são socialmente sustentáveis? Uma análise das iniciativas presentes nos relatórios de sustentabilidade de empresas listadas no Ibovespa
    (2019) Pinto, Ligia; Bianquini, Heloisa
    Este artigo pretende apresentar um levantamento sobre as iniciativas de sustentabilidade adotadas por companhias listadas no Ibovespa. Utilizou-se como fontes de pesquisa os relatórios anuais por elas publicados de 2012 a 2016. A partir dos achados de pesquisa, faz-se uma análise crítica do estado da arte da gestão da sustentabilidade social no contexto corporativo brasileiro. Em primeiro lugar, foi notado que as empresas estatais possuem mais iniciativas de sustentabilidade e de sustentabilidade social. Notou-se ainda que os setores econômicos que mais adotaram iniciativas neste âmbito – instituições financeiras, telecomunicações e energia – são aqueles mais regulados. Também foram encontradas correlações positivas significativas entre a adoção de iniciativas de sustentabilidade e sustentabilidade social e número de funcionários, capitalização de mercado e reputação das companhias. Observou-se que, no Brasil, o conceito de sustentabilidade é entendido de forma a privilegiar o aspecto ambiental em detrimento do social e é dada ênfase a realização de investimentos sociais. Por fim, verificou-se que a atuação externa da companhia é privilegiada, em relação à atuação dela perante o público interno, em especial seus colaboradores. Nesse contexto, vale mencionar que a dimensão da diversidade foi comparativamente negligenciada em relação a outras categorias de iniciativas.