Lima, Nísia Verônica Trindade
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Biografia
Mestre em Ciência Política (1989) e doutora em Sociologia (1997) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ, atual IESP). Sua tese de doutorado, Um Sertão Chamado Brasil, recebeu o Prêmio de Melhor Tese de Doutorado em Sociologia no IUPERJ e encontra-se publicada em sua segunda edição. É professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia do IESP/UERJ e professora adjunta de Sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). É pesquisadora emérita da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professora de pós-graduação do Programa de História das Ciências e da Saúde. Em maio de 2025, assumiu a titularidade da Cátedra Olavo Setubal de Estudos em Ciência, Educação, Cultura e Sociedade, no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), juntamente com o artista e empreendedor social Alemberg Quindins e o filósofo Fernando José de Almeida. Foi cocoordenadora, com Ângela Alonso, do Grupo de Trabalho Pensamento Social no Brasil da ANPOCS. É pesquisadora de produtividade nível 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Atua na área de Sociologia, com ênfase em Pensamento Social Brasileiro, desenvolvendo pesquisas principalmente sobre os seguintes temas: ciência e pensamento social no Brasil; história das ideias em saúde pública; sertão no pensamento brasileiro; história do desenvolvimento no Brasil; e história das ciências sociais em saúde.Na Fiocruz, exerceu os cargos de diretora da Casa de Oswaldo Cruz (1998-2005), editora científica da Editora Fiocruz (2006-2011), vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação (2011-2016) e presidente (2017-2022). Nesse período, atuou no fortalecimento da inserção da instituição na comunidade global da saúde, com atenção à cooperação internacional e à participação em redes científicas e sanitárias. Durante a pandemia de COVID-19, esteve à frente das ações institucionais da Fiocruz no enfrentamento da emergência sanitária, articulando pesquisa científica, produção de insumos estratégicos, apoio ao Sistema Único de Saúde e cooperação nacional e internacional. No mesmo período, presidiu o Conselho de Administração do Instituto de Biologia Molecular do Paraná. Em 2019, assumiu a copresidência da Rede Saúde para Todos, vinculada à Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (United Nations Sustainable Development Solutions Network UN SDSN). Em 2020, passou a integrar a copresidência do Grupo Diretor de Recuperação Econômica, responsável por assessorar a elaboração do Roteiro de Pesquisa das Nações Unidas para a Recuperação da COVID-19. Foi membro da Comissão The Lancet sobre COVID-19 e do Conselho da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI). Desde 2023, é membro fundadora do Conselho Global sobre Desigualdades, HIV e Pandemias, vinculado ao UNAIDS. É sócia titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), desde 2020, membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), na categoria Ciências Sociais, desde 2020, e membro da Academia Mundial de Ciências para o Avanço da Ciência nos Países em Desenvolvimento (TWAS), desde 2021.Ocupou o cargo de ministra de Estado da Saúde de janeiro de 2023 a março de 2025. Nesse período, conduziu ações voltadas à reconstrução institucional do Sistema Único de Saúde no contexto pós-pandemia, com ênfase na recuperação das coberturas vacinais, no fortalecimento da atenção primária, na coordenação federativa, na valorização da ciência na formulação de políticas públicas e na retomada da presença do Brasil no cenário internacional da saúde.
