Caminhos de escuta: metodologia participativa para o plano de gestão territorial e ambiental Krikati
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Resumo
Esta pesquisa procurou investigar, pela perspectiva de uma gestora indigenista, se o Plano de Gestão Territorial (PGTA) em Terras Timbira alinha-se às diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI), a partir do estudo do caso da Terra Indígena Krikati, no Maranhão. A PNGATI define as diretrizes para a gestão autônoma dos territórios tradicionais, promovendo a proteção, recuperação e o uso sustentável de seus recursos. Para a realização deste estudo, procedeu-se a uma análise documental com o intuito de avaliar a compatibilidade entre o PGTA Timbira e a PNGATI. Tal exame fundamentou-se na articulação dessas diretrizes com a minha experiência profissional e as percepções consolidadas após anos de atuação em campo (Becker, 1976; 1999).Após constatar as limitações do PGTA Timbira, que não se revelou plenamente alinhado à PNGATI, elaborei uma cartilha “Caminhos de Escuta: Metodologia Participativa para o Plano de Gestão Territorial e Ambiental Krikati”. Trata-se de uma proposta de intervenção aplicada na realidade social com o objetivo de difundir estratégias de escuta dos povos originários para assim garantir que a gestão territorial indígena aconteça através de uma interação legalmente paritária entre os Krikati, o Estado e a sociedade não indígena.
