Carry trade e momentum em moedas de países desenvolvidos

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Este trabalho investiga a performance de duas estratégias sistemáticas no mercado cambial — carry trade e momentum — aplicadas a uma amostra de moedas de países desenvolvidos (EUR, GBP, CHF, NOK, SEK, AUD, NZD, CAD e JPY), além de uma especificação alternativa que inclui o USD, assim analisando carteiras com dólar neutro e sem o dólar neutro. Foram construídos portfólios long–short em duas configurações usuais na prática (compradas em 2 e vendidas em 2 moedas; e compradas em 3 e vendidas em 3), a partir de sinais de carry com janelas de 1 e 3 meses e de momentum com janelas de 1, 3, 6 e 12 meses. A partir disso, foram avaliados os desempenhos ao longo de 2000–2025, com e sem custos de transação, e uma abordagem alternativa utilizando a metodologia de rebalanceamento de portfólio conhecida como risk parity e estimadas as regressões para mapear a sensibilidade dos retornos a fatores financeiros, como ações, juros, petróleo e volatilidade. Três resultados principais emergem. O primeiro, de que carry trade apresenta retornos médios positivos, mas não suficientemente atrativos e relações risco–retorno superiores às de momentum em média, embora seja sensível a choques de aversão a risco. Além disso, os betas associados aos fatores de risco variam no tempo e com a forma de construção do portfólio. Momentum mostra maior dependência de regime e benefício relativo em janelas mais longas. E finalmente, a inclusão do USD altera de modo não trivial a exposição a fatores de risco, recomendando a avaliação paralela de universos com e sem dólar.


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