Os efeitos do teletrabalho para a amamentação das servidoras da Defensoria Pública da União

Carregando...
Imagem de Miniatura

Orientador(res)

Cruz, Tássia de Souza

Título da Revista

ISSN da Revista

Título do Volume

Editora

Projetos de Pesquisa

Unidades Organizacionais

Fascículo

Resumo

Busca-se, nesta dissertação, compreender se o teletrabalho influencia a amamentação após o período de licença maternidade. O período temporal estudado é posterior à licença maternidade, pois é o momento de retorno ao trabalho. Então, busca-se aferir se o teletrabalho é instrumento apto à auxiliar a continuação da amamentação até os dois anos de idade da criança, que é a idade mínima recomendada pela OMS para o aleitamento materno. O método qualitativo foi utilizado na construção desta relação para responder a questão problema. Ao coletar dados primários que descreviam fatos e fenômenos, por meio de entrevistas semiestruturadas, faz-se necessária uma abordagem descritiva exploratória. Ressaltou-se, o fenômeno amamentação no trabalho, e como as entrevistadas o compreendem e o vivenciam. Foram lançadas três proposições para auxiliar na resposta do problema de pesquisa: o nível educacional contribui para uma decisão positiva de amamentar e de sua continuação até os 2 anos – proposição 1 (P1); a presença física do bebê estimula a amamentação – proposição 2 (P2); e, o teletrabalho evita desmame precoce – proposição 3 (P3). P1 e P2 se mostraram convergentes aos dados coletados; P3, não. Importante achado de pesquisa foi revelado: o teletrabalho não é autossuficiente para manutenção da amamentação de uma mulher servidora por si só. A rede de apoio revelou-se como requisito para a viabilidade do teletrabalho durante a amamentação. Ainda assim, os resultados convergiram para apontar o teletrabalho como um fator facilitador da amamentação, principalmente por promover uma maior presença e proximidade entre mães e filhos. Limitações do estudo diz respeito ao grupo de mães entrevistadas, que são servidoras públicas, todas com nível superior e que efetivamente podem trabalhar remotamente. Desconsiderou-se profissionais que necessariamente têm que se deslocar, como motoristas, por exemplo. O estudo é tema relevante do ponto de vista de saúde e do trabalho. Apesar das limitações à determinadas carreiras e profissões, o teletrabalho, durante a amamentação, pode ser replicado teoricamente em diversos setores da Administração Pública. Para sociedade e saúde pública, o valor público gerado pela continuação de uma amamentação até os dois anos pode ser capaz de justificar, inclusive, eventual licença (parental) por período de 101 semanas; como ocorre na Noruega. Para a Administração Pública e órgãos como a Defensoria Pública da União, o resultado pode ser traduzido em servidoras mais integradas ao ambiente familiar no momento inicial da maternidade, sem perder produtividade, dado o menor grau de ansiedade e maior satisfação em função da coexistência do regime de teletrabalho e da lactação.


Descrição

Área do Conhecimento

Citação

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por