A persistência do patenteamento no Brasil: evidências com modelos dinâmicos de contagem
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Resumo
Esta dissertação investiga a persistência dos depósitos mensais de patentes no Brasil e sua relação com a atividade industrial. A pesquisa combina dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial com indicadores da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, do IBGE, para o período de 2002 a 2023. A análise utiliza modelos dinâmicos de contagem, adequados à natureza discreta dos depósitos de patentes e à dependência temporal observada na série. O principal resultado é que o patenteamento apresenta forte memória própria: os depósitos realizados em períodos anteriores continuam relevantes para explicar seu comportamento nos meses seguintes. A produção industrial também acrescenta informação, mas sua associação com o patenteamento varia conforme o nível de agregação. Os resultados são positivos para a Indústria Geral e mais claros nas Indústrias Extrativas. Para o agregado das Indústrias de Transformação, a relação não apresenta significância estatística. Entretanto, associações positivas aparecem em recortes mais próximos da atividade produtiva e tecnológica, como nos modelos da Petrobras com as Indústrias Extrativas e da Deere & Company com o segmento de máquinas agrícolas. Conclui-se que o patenteamento no Brasil possui uma dinâmica persistente e que sua relação com a produção industrial se torna mais evidente quando são considerados setores, firmas e segmentos produtivos específicos.
