Vivas nos queremos: um estudo sobre a ONG Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA) na luta pelos direitos das mulheres
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Resumo
A presente pesquisa propõe-se a refletir sobre as mudanças de valores e atitudes das mulheres a partir do trabalho de sensibilização da Organização Não Governamental (ONG) Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA) junto às mulheres trabalhadoras do SAARA (Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega). O método utilizado foi a pesquisa qualitativa através de um roteiro de pesquisa e foram entrevistadas 10 trabalhadoras que atuam como multiplicadoras disseminando informações sobre violência doméstica no local de trabalho e com outras mulheres do seu convívio social. Os resultados obtidos através das entrevistas constituem um acervo oral sobre o impacto da violência doméstica na vida das trabalhadoras e nas vidas das mães, irmãs e outras pessoas próximas do convívio social delas, fato apontado nas respostas do roteiro de pesquisa como uma das motivações que as levaram a atuar como multiplicadoras. Embora, não conheçam amiúde a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e os equipamentos públicos construídos para proteção das mulheres no enfrentamento à violência doméstica, as trabalhadoras estão ressignificando suas vidas e, simultaneamente, conscientizando-se e conscientizando outras mulheres, de acordo com suas crenças, e em uma linguagem que dialoga de “igual para igual”, incentivadas através das ações da ONG CAMTRA. A partir deste acervo oral foi produzido um documento de recomendações à ONG CAMTRA, com possíveis ampliação do trabalho no espaço em que desenvolve esta atuação, trocas de experiências com outras ONGs e universidades que atuam e estudam no âmbito de gênero, racismo e trabalho, no sentido de contribuir com sua prática e, ao mesmo tempo, possibilitar que a sua prática seja vista com outras perspectivas. Como produto, uma das exigências do mestrado profissional foi a produção do Podcast “SOS: Vivas nos queremos!”, com informações básicas como telefones e WhatsApp dos equipamentos públicos da política de enfrentamento à violência doméstica.
