Planejamento e habitualidade são determinantes na poupança familiar?

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Data
2016-08-16

Orientador(res)

Rochman, Ricardo Ratner

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Equilibrar os gastos das famílias, governos e empresas pode trazer sustentabilidade no médio e longo prazo para o Brasil. Desta forma, compreender o que pode levar a um equilíbrio, analisado pela poupança familiar, pode ser a base para formar estratégias de políticas públicas. Para a realização do trabalho, portanto, uma amostra de movimentação financeira real de usuários do aplicativo de controle financeiro Minhas Economias foi analisada, levando a entender quais características e comportamentos de um indivíduo podem impactar a sua taxa de poupança, trabalhando com a hipótese que planejamento e habitualidade podem fazer com este tenha maiores taxas de poupança. Alguns dos resultados obtidos corroboraram com as teorias de Dholakia et al. (2016) e Shefrin & Thaler (1988), que a habitualidade e planejamento podem impactar a taxa de poupança das famílias. Além disso, foi possível concluir que receitas e despesas, bem como seus desvios padrão, também geram impacto estatisticamente significativo sobre a taxa de poupança em nível. No entanto, quando da análise longitudinal observou-se que o planejamento, medido pela variável dummy orçamento, perde significância. Tal fato pode ter se dado devido aos efeitos não observáveis (características fixas de cada indivíduo), e ao haver controle sobre isso, a dummy não possui mais efeito. Desta forma, o orçamento pode revelar algo que está no indivíduo e que no painel é de certo modo controlado.

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