Aceleradoras de impacto: como podem contribuir para um OUTRO desenvolvimento

Carregando...
Imagem de Miniatura
Data
2024-12-18

Orientador(res)

Pozzebon, Marlei

Métricas

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Resumo
As aceleradoras de impacto, também chamadas de aceleradoras sociais ou de negócios de impacto, têm assumido um papel relevante no ecossistema de investimentos sustentáveis e de negócios de impacto. Elasoferecem programas de aceleração com mentorias, capacitações e, por vezes, empréstimos e negociação para se tornarem sócios dos negócios acelerados. O poder público, por sua vez, tem criado estratégias relacionadas às aceleradoras de impacto. No Brasil, se destaca a atuação da Estratégia Nacional de Economia de Impacto e o modelo Cerne que tem um olhar específico para aceleradoras de impacto. Esta tese analisa criticamente as dinâmicas adotadas por aceleradoras de negócios de impacto, identifica o grau do seu alinhamento aos Movimentos de Transição (transition movements), que é uma das alternativas de desenvolvimento, e compreende o papel das políticas públicas neste contexto. A pergunta de pesquisa: “Como as aceleradoras de impacto podem contribuir para um OUTRO desenvolvimento?” busca atender a um chamado da literatura, até agora marcada por trabalhos positivistas para colaborar, tanto do ponto de vista teórico quanto prático, a partir de uma reflexão crítica sobre a atuação das aceleradoras de impacto. Foi adotada a epistemologia crítico-construtivista e a revisão da literatura recaiu principalmente sobre três grupos: aceleradoras de impacto; coprodução de políticas públicas e alternativas de desenvolvimento com enfoque nos Movimentos de Transição. Essa revisão também assumiu uma função teórico-metodológica com a criação de um framework de análise a partir do Movimento de Transição para ser aplicado no contexto das aceleradoras. A partir deste framework, cinco dimensões foram analisadas: tempo, pessoal, coletiva, local e natureza, que geraram reflexões e contribuições teóricas e práticas. A ginga é proposta como conceito teórico do Sul Global como alternativa à resiliência, tão presente nas referências sobre Movimentos de Transição. A metodologia é a de pesquisa colaborativa e a interação com o material empírico – composto por 94 programas de aceleração, além de entrevistas e observação participante – considerou os espaços que a pesquisadora participa diretamente em como advogada e pesquisadora. O resultado final esperado, criado em colaboração com pessoas vinculadas ao tema, é conseguir apontar caminhos para OUTRO desenvolvimento, com mais coerência e alinhamento entre a atuação dessas aceleradoras com outros paradigmas de desenvolvimento.

Descrição

Área do Conhecimento

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por