A influência do financiamento da adoção de energia solar no Brasil
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Data
2025-06-10
Autores
Orientador(res)
Silva, Eduardo Borges
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Resumo
Há algumas décadas, as energias renováveis tinham como principal objetivo a preservação do meio ambiente. No entanto, a segurança energética e a preocupação com a crescente demanda por energia têm levado os governos a criarem políticas públicas e a incentivar o uso de fontes renováveis. Com a redução dos custos de aquisição, a energia solar tem ganhado destaque em diversos países. Além disso, esse tipo de energia, especialmente em projetos de menor porte, apresenta implementação mais simples e escalável, dispensando grandes obras de engenharia, certificações ambientais complexas, contratos de venda por meio de PPAs e estruturas financeiras sofisticadas. Apesar dessas vantagens, o custo de capital, especialmente em países em desenvolvimento, pode comprometer o avanço e a velocidade de crescimento dessa modalidade energética. Esta dissertação tem como objetivo analisar a evolução das energias renováveis, os diferentes tipos de estímulo adotados em diversos países e avaliar alternativas de financiamento, com ênfase em projetos de energia fotovoltaica de pequeno porte — responsáveis pela maior parte da geração dessa energia no Brasil. A análise baseia-se em revisão da literatura de países desenvolvidos e em desenvolvimento, na legislação e nos incentivos vigentes no Brasil, além da avaliação de séries temporais sobre o consumo de energia no país. Conclui-se que o Brasil não dispõe de pacotes de incentivos semelhantes aos dos países que lideram a implementação da energia solar fotovoltaica. Observa-se ainda que, assim como em outros países em desenvolvimento, o elevado custo de capital representa um obstáculo ao financiamento, especialmente para pequenos investidores.
