The economics of amazon deforestation: drivers, consequences, and policies to stop it

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Data
2022-09-15
Orientador(res)
Costa, Francisco Junqueira Moreira da
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Resumo

Esta tese contém quatro artigos independentes, mas relacionados no campo da economia ambiental. Capítulo 1, When clouds go dry: an integrated model of deforestation, rainfall, and agriculture. O desmatamento em florestas tropicais é resultado da expansão agrícola. Mas, o desmatamento afeta a precipitação que afeta a própria agricultura. Neste artigo, integro um modelo de escolha discreta de uso da terra com um modelo climático de precipitação para medir o impacto da externalidade que as decisões de uso da terra têm na produção do setor agrícola. Como aplicação, estimo o modelo climático usando dados de nível de pixel para toda a Floresta Amazônica e o modelo de uso da terra com dados de nível de pixel para o estado brasileiro de Mato Grosso, um dos polos agrícolas mais importantes do mundo. Eu então considero um contrafactual onde os agricultores podem desmatar áreas protegidas. Neste contrafactual, a precipitação diminuiria em média 2% com algumas regiões perdendo até 4% e os retornos da produção agrícola diminuiriam em média 2% com algumas regiões perdendo até 8%. Capítulo 2, Valuing tropical forests: deforestation, rainfall, and hydropower. O desmatamento de florestas tropicais afeta as chuvas em escala continental. Desenvolvo uma abordagem para valorizar esse serviço ecológico para o setor de energia usando um modelo climático econométrico que conecta o desmatamento tropical com chuvas a centenas ou mesmo milhares de quilômetros de distância da floresta. Como aplicação, estimo o impacto que o desmatamento da Amazônia tem na capacidade de geração de energia da usina hidrelétrica de Teles Pires no Brasil, uma das dez maiores usinas de um país que tem hidrelétricas como sua principal fonte de energia. A queda na geração de energia é maior na estação chuvosa, com decréscimo médio de 10% e cenários extremos de 17%, totalizando uma perda potencial para o operador hidrelétrico de US$ 21 milhões por ano. Em seguida, mapeio as regiões da Amazônia que teriam os maiores valores de preservação para a hidrelétrica. Os resultados fornecem evidências da importância econômica dos serviços ecológicos das florestas tropicais para as atividades econômicas. Capítulo 3, Efficient forestation in the Brazilian Amazon: evidence from a dynamic model, é um trabalho conjunto com Francisco Costa e Marcelo Sant’Anna. Este artigo estima a cobertura florestal eficiente em relação ao estoque de carbono da Amazônia brasileira – ou seja, quando os agricultores internalizam o custo social do carbono. Propomos um modelo dinâmico de escolha discreta de uso da terra e o estimamos usando um painel de uso da terra e estoque de carbono com 5,7 bilhões de pixels entre 2008 e 2017. O cenário habitual implica uma liberação ineficiente de 44 Gt CO2 no longo prazo resultante de desmatamento de uma área duas vezes o tamanho da França. Impostos de carbono relativamente pequenos podem mitigar uma parte substancial do desmatamento ineficiente. Mostramos que os esforços de mitigação direcionados em áreas com maior potencial de redução de emissões podem ser muito eficazes. Embora tributar a produção pecuária possa reduzir as emissões, tributar a produção agrícola é praticamente inócuo. Capítulo 4, Environmental impacts of transportation infrastructure in the Brazilian Amazon, é um trabalho conjunto com Juliano Assunção e Arthur Bragança. Este artigo estima os efeitos dos investimentos em infraestrutura de transporte sobre o desmatamento e a produção agrícola na Amazônia brasileira. Usando novos dados sobre a evolução da rede de transporte no Brasil, construímos uma medida de acesso ao mercado que captura os efeitos agregados de mudanças na infraestrutura por meio de mudanças nos custos de transporte. Esse modelo pode ser aplicado para medir o impacto de projetos individuais de infraestrutura, como estradas, portos, construção ou melhoria de ferrovias. Como aplicação, estudamos os impactos do projeto altamente debatido da ferrovia Ferrogrão. Nosso modelo sugere uma grande área de influência do projeto, com uma pegada de desmatamento relevante e desigualmente distribuída ao longo do contorno do projeto.


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