Electoral impacts of primary healthcare expansion: evidence from Rio de Janeiro

Data
2021-08-31
Orientador(res)
Castro, Rudi Rocha de
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Resumo

Neste artigo, examinamos se os eleitores respondem a investimentos em saúde e ao acesso aos serviços de saúde. Focamos na cidade do Rio de Janeiro, a capital brasileira com o maior crescimento na cobertura de atenção primária à saúde entre 2009 e 2012. O governo recém-eleito expandiu rapidamente o Programa de Saúde da Família (PSF) na cidade, um programa de saúde comunitária introduzido no Brasil ao nível municipal e que atualmente é a maior do mundo. Avaliamos se a expansão do PSF afetou a votação do prefeito em 2012. Exploramos a variação geocodificada refinada no acesso à saúde e na votação no tempo e no espaço dentro da cidade. A variação identificada vem das mudanças na composição dos eleitores (residentes ou não em uma área de influência do PSF) no nível da seção eleitoral, dentro dos efeitos fixos dos locais de votação, desencadeada pela implantação das áreas de captação no período 2008-2012. Descobrimos que a cobertura do PSF está positivamente associada à votação do prefeito. No entanto, a magnitude do efeito PSF é maior no último ano de governo e aumenta com a proximidade entre as instalações das unidades do PSF e os endereços residenciais dos indivíduos. Nossos resultados também sugerem que esse impacto é acompanhado por aumentos relativamente maiores na parcela de votos quando os serviços são prestados em novas unidades de saúde em comparação com as unidades existentes. A evidência sugere que o contato mais próximo com os serviços e o lado visível da prestação de serviços pode ser muito recompensado pelos eleitores. No geral, este artigo contribui para uma melhor compreensão da capacidade de resposta do eleitor às políticas de saúde e seus possíveis mecanismos.


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