Brasília: a arte da democracia

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2025

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A FGV foi criada em 1944, no Rio de Janeiro, nos últimos anos do primeiro governo do presidente Getulio Vargas. Sua missão amparava-se na busca pelo aperfeiçoamento intelectual do quadro de profissionais brasileiros, especialmente do setor público. Instituição preocupada em contribuir para o desenvolvimento do país, passou a investir mais concretamente, sob liderança de seu primeiro presidente, Luiz Simões Lopes, na área do ensino superior, pesquisa e informação científica. No campo da análise e levantamento econômico, a FGV, durante as décadas de 1950 e 1960, conduziu o primeiro balanço de pagamento liderado por Eugênio Gudin, assim como o levantamento da renda nacional, o que permitiu desenvolver novos índices econômicos que aperfeiçoaram as métricas de interpretação da realidade, estas elaboradas em diálogo com a primeira escola de administração pública da América Latina: a Escola Brasileira de Administração Pública (Ebape). A Fundação Getulio Vargas seguiu investindo no desenvolvimento e aperfeiçoamento acadêmico, defendendo a liberdade de pensamento e de pesquisa, e auxiliando na compreensão das transformações estruturais do país. Contribuindo para o aprimoramento dos organismos públicos, municipais, estaduais e federais, na consolidação de bens públicos e na formação de profissionais de excelência, sua missão, ao longo dos anos, baseia-se na máxima “estimular o desenvolvimento socioeconômico nacional”. Para além do desenvolvimento técnico-acadêmico, a década de 1960 ainda seria marcada pelo impulso de desenvolvimento concretizado, no plano político, com a transferência da capital federal para Brasília. Refletindo um projeto de país organizado pela teoria republicana democrática, a nova capital federal nascia no centro-oeste do país com um plano urbanístico inovador e um projeto arquitetônico modernista traçado, justamente, pelo criador da sede da FGV no Rio de Janeiro: Oscar Niemeyer. Cidade modernista, Brasília reconfiguraria os padrões urbanos brasileiros ao consolidar o corpo técnico e burocrático em um cenário caracterizado pela força das instituições políticas. A Fundação Getulio Vargas, assim, orgulha-se de ter seu nome vinculado à história do desenvolvimento nacional. Esta obra, organizada pelo curador Paulo Herkenhoff, publicada no 65o aniversário de Brasília, é um convite à rememoração da história brasileira na oitava década de contribuição da FGV para o desenvolvimento socioeconômico brasileiro.

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