Estudo de caso da Vila dos Atletas das Olimpíadas Rio 2016: utilização de ativos intangíveis para criar valor em megaprojetos

Data
2017-12-21
Orientador(res)
Rego, Marcos Lopez
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Resumo

Objetivo – Este é um estudo de caso sobre a participação da incorporadora brasileira Carvalho Hosken no megaprojeto da Olimpíada do Rio de Janeiro (Rio2016). Diante da complexidade deste tipo de megaprojeto, buscou-se compreender os motivos que levaram a empresa a assumir a responsabilidade pela construção da Vila dos Atletas, estudando como essa empresa mobilizou ativos intangíveis no decorrer do processo, para criar valor. Metodologia – Foi utilizado o método de estudo de caso único, recuperando as principais decisões do histórico da inserção da Carvalho Hosken no megaprojeto Rio2016. Para coleta de dados conduzimos entrevistas e análise documental em documentos oficiais, extraídos de fontes como Diário Oficial, Comitê Olímpico Internacional, Governo Municipal do Rio de Janeiro, além de informações coletadas em periódicos de grande circulação. As entrevistas ocorreram de forma semiestruturada com oito executivos e gestores alocados em posições estratégicas nos principais stakeholders do megaprojeto. Em termos teóricos, a análise foi apoiada pela Teoria de Stakeholders, Gestão Estratégica e Ativos intangíveis. Resultados – Identificou-se que a Carvalho Hosken apresentava inicialmente a posição de stakeholder de alta relevância e definiu sua estratégia com base nesta posição, que se modificou ao longo do percurso da Rio2016 para a de stakeholder dependente com impactos nos resultados de vendas. Mas, despeito do desafio de vender 3,374 imóveis da Vila dos Atletas, houve acertos na estratégia adotada e que explicam a participação da Carvalho Hosken num projeto com o nível de risco da Rio2016, especialmente a questão de elevação do gabarito de construção e aceleração do processo de implantação de infraestrutura na região do empreendimento. Limitações - Questões associadas a investigações sobre corrupção envolvendo stakeholders do megaprojeto (COB e Odebrecht) e também alguns aspectos da crise política e econômica brasileiras iniciadas em 2013 não foram consideradas neste estudo. Contribuições Práticas – Combinar a análise dos ativos intangíveis e da teoria de stakeholder permitiu expandir a avaliação do percurso que definiu a estratégia da empresa no megaprojeto e suportou as conclusões do caso. Originalidade – Este estudo usou como caso um megaprojeto inédito na América Latina e no Brasil, que foi a Rio2016.


Descrição
Área do Conhecimento