O social do ESG na ótica dos investidores institucionais que operam no Brasil

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Data
2023
Orientador(res)
Felsberg, Annelise Vendramini
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Resumo

Desde a publicação do documento “Quem Se Importa Ganha” (THE GLOBAL COMPACT, 2004), quando surgiu o acrônimo ESG (do inglês Environment, Social and Governance), a consideração de aspectos ambientais, sociais e de governança na gestão de ativos vem sendo discutida, tanto no universo acadêmico quanto no ambiente corporativo. Este trabalho visou compreender como os investidores institucionais, empresas que fazem a gestão de ativos de pessoas físicas e jurídicas, avaliam o aspecto Social, dimensão com menor pontuação dentre as avaliadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). A pesquisa contemplou conhecer as premissas, ferramentas e análises conduzidas pelos investidores institucionais bem como o seu entendimento dos temas que o aspecto Social reúne. Foram considerados os investidores institucionais que possuem posição acionária em empresas que integraram a carteira do ISE de 2022 e são signatários da iniciativa Principles for Responsible Investment (PRI). Neste recorte, foram entrevistados 14 profissionais que compartilharam a estratégia ESG adotada, bem como fontes de informação e formas de avaliação aplicadas na análise de cada empresa. Dentre os desafios apontados, destacam-se a dificuldade de mensuração, padronização, disponibilização e, até mesmo, regulação das informações relacionadas ao aspecto Social. Identificou-se ainda que não há um método único utilizado para fazer a análise de tal aspecto. A teoria sugere que o aspecto social é sinônimo de relação da empresa com seus stakeholders, conceito compreendido por grande parte dos entrevistados. Ainda assim, identificou-se que a visão adotada na análise ainda é restrita e suscetível ao entendimento do profissional sobre o tema bem como às informações divulgadas pelas empresas, já que a informação pública é a principal fonte de consulta dos investidores para fundamentar suas análises.


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