Estrutura de propriedade, governança corporativa e tomada de risco pelos bancos

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Data
2022-05-17
Orientador(res)
Bandeira-de-Mello, Rodrigo
Schiozer, Rafael Felipe
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Resumo

Este estudo investiga se o excesso de poder de voto dos acionistas controladores afeta a tomada de risco pelos bancos. Exploramos a crise brasileira de 2015-2016 como um choque exógeno nas oportunidades de investimento e perspectivas econômicas futuras pelos bancos e, consequentemente nos incentivos dos acionistas controladores de expropriar os investidores minoritários (Lemmon & Lins, 2003). Utilizamos uma base de dados única de bancos brasileiros que permitiu considerar, até onde sabemos, pela primeira vez na literatura bancária, excesso de poder de voto decorrente tanto de duas classes de ações quanto de estruturas piramidais. Também analisamos se diferentes mecanismos de aumento de controle (duas classes de ações e pirâmides) têm o mesmo impacto na tomada de risco pelos bancos. Os resultados sugerem uma relação negativa entre o excesso poder de voto e a tomada de risco pelos bancos, que os bancos reduzem o risco durante período de crise e que essa redução é ainda maior para os bancos com excesso de poder de voto. Os resultados também sugerem que o efeito dos mecanismos de aumento do controle sobre a tomada de risco pelos bancos depende do mecanismo utilizado: enquanto duas classes de ações apresentam uma relação negativa com a tomada de risco pelos bancos, as estruturas piramidais apresentam uma relação positiva com a assunção de risco pelos bancos. Além disso, esses efeitos tornaram-se mais pronunciados em tempos de crise. Os resultados contribuem com a literatura de governança corporativa em bancos e têm implicações críticas para a regulação bancária.


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