Uma análise da independência do Banco Central do México através da Regra de Taylor

Data
2022-04-11
Orientador(res)
Veloso, Fernando A.
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Resumo

Esta dissertação analisa a independência do Banco Central do México através da estimação da função de reação da política monetária conhecida como Regra de Taylor. Duas análises separadas foram feitas: uma para investigar se o Banco Central alterou sua função de reação ao se tornar legalmente independente e a segunda para determinar se a instituição sofre influência dos ciclos eleitorais no país. Para a primeira, foram usados dados trimestrais de taxa de juros, inflação e hiato do produto de 1980 a 2019. O período foi separado entre o pré-independência e o pós-independência, sendo o primeiro de 1980 a 1994 e o segundo de 1994 a 2019. Através da estimação da Regra de Taylor por MQO os resultados indicam que ao se tornar legalmente independente, o Banco Central mexicano passou a dar maior peso à inflação em sua função de reação, o que é compatível com seu mandato de estabilidade de preços. Na segunda análise, três variáveis dummy que buscam capturar os efeitos dos ciclos eleitorais no país foram criadas. Ao incluí-las nas regressões para estimar a função de reação do Banco Central podemos avaliar se os ciclos eleitorais tiveram influência na condução da política monetária no México. O período analisado foi de 2001 a 2019. A análise se inicia em 2001 pois foi o ano da última grande mudança legal para a instituição – o regime de metas de inflação. Dessa maneira, pode-se dizer que o nível de independência de jure permaneceu constante durante o período e os resultados não serão influenciados por mudanças no grau de autonomia. As regressões foram feitas por MQO e uma análise de robustez foi feita por GMM. Os resultados indicam que o Banco Central mexicano tem atuado de forma independente e buscando garantir a sua credibilidade e autonomia.


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