Formação de CEOs para a sustentabilidade: o papel das escolas de negócio

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Data
2018-04-17

Orientador(res)

Monzoni Neto, Mario Prestes

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Quando perguntamos aos/às CEOs qual o business case da sustentabilidade, a maior parte das respostas gira em torno de expressões como vantagem competitiva, oportunidades de negócios, redução de custos, gestão de risco e alinhamento a propósito. Nesses casos, reconhece-se que a formação para a sustentabilidade veio se dando de forma pouca estruturada, mais pela prática e com espaço para desenvolvimento. Porém, a partir das entrevistas realizadas para esse trabalho, pode-se constatar que nem todos/todas CEOs conseguem conectar sustentabilidade ao core business da empresa. Mas onde e como eles e elas poderiam se formar para a sustentabilidade? O presente trabalho buscou compreender se existe e, se sim, qual é o papel das Escolas de Negócio na formação de CEOs para a sustentabilidade, de maneira a identificar insights para que a FGV EAESP avance nesse tipo de formação. A revisão da literatura buscou i) compreender o conflito entre a formação executiva tradicional e a para a sustentabilidade e, ii) analisar a oferta do que existe hoje em educação executiva de CEOs para a sustentabilidade. Já a pesquisa empírica buscou criar, utilizando a Teoria Fundamentada em Dados, uma teoria a partir da voz de CEOs de qual seria o papel das Escolas de Negócio na formação de C-Level para a sustentabilidade. Os resultados do trabalho apontam que as Escolas de Negócio têm um papel essencial na formação de gestores/as para a sustentabilidade, principalmente nos primeiros estágios de suas carreiras, e que as instituições que avançarem nesse sentido estarão em vantagem competitiva devido à baixa oferta de cursos nesta linha. Quanto à formação para a sustentabilidade para CEOs, o espaço existe, desde que as Escolas ofereçam um formato que esteja adequado à realidade profissional do C-Level. Por fim, este trabalho traz contribuições para que as escolas repensem sua abordagem de ensino-aprendizagem. Utilizando o espelho como metáfora, se as escolas de negócio foram criadas como um reflexo do avanço do setor empresarial, as transformações pelas quais as empresas estão passando deveriam ser refletidas no ensino e na formação de gestores/as pelas Escolas.

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