Aprendizagem crítica e ação: uma pesquisa-ação emancipatória negra com o coletivo auto-organizado de funcionários negros - o BB Black Power - no enfrentamento das hierarquias raciais no Banco do Brasil

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Data
2025-12-17

Orientador(res)

Faria, Alexandre de A.

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Objetivo: Em um contexto marcado pela radicalização desumanizante da matriz colonial/racial em escala global, a pesquisa-ação busca criar condições para a mobilização de práticas insurgentes no nexo organização-academia enquanto tenta compreender como e até que ponto o BB Black Power, grupo de afinidade racial auto-organizado por funcionários negros e indígenas do Banco do Brasil, pratica aprendizagem-ação crítica capaz de tensionar hierarquias raciais e onto-epistêmicas reproduzidas pela organização e academia. Metodologia: A investigação combina Pesquisa-Ação Emancipatória Negra (PAEN) e Pesquisa- Ação Crítica (PAC) por meio de uma postura reflexiva que reconhece o papel da pesquisadora como outsider within na reprodução e desfazimento de hierarquias e sentidos. Os resultados e processos foram gerados no nexo organização-academia em interação contínua com o coletivo e analisados sob uma perspectiva decolonial transmoderna, entendendo a pesquisa como prática social, política e emancipatória. Resultados: O BB Black Power desenvolve práticas insurgentes de aprendizagem que desafiam enquanto reproduzem a racionalidade gerencialista hegemônica e tensionam hierarquias raciais e a matriz da colonialidade no nexo organização-academia. O coletivo mobiliza memória, afeto, solidariedade, horizontalidade e conhecimento situado para fortalecer o antirracismo institucional e promover Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) sob uma perspectiva decolonizante, reposicionando pessoas racializadas como produtoras legítimas de conhecimento e transformação organizacional. Limitações da pesquisa/ implicações: O estudo abraça uma perspectiva decolonial transmoderna que tenta ir além de sistemas reprodutores da matriz colonial/racial e incorpora especificidades contextuais para gerar e compartilhar conhecimentos acionáveis focados no enfrentamento de hierarquias raciais sem necessariamente produzir generalizações universalistas que possam obstruir a criação de espaços de aprendizagem crítica, agência corpóreo-política e produção de saberes e pesquisas dentro e fora do nexo organização-academia. Implicações práticas e sociais: Reforça a necessidade de práticas, teorias e métodos que desestabilizem hierarquias raciais e de intervenções éticas, políticas e coletivas contínuas, evidenciando que aprendizado e resistência são inseparáveis. Originalidade/valor: Demonstra como grupos de afinidade racial podem atuar como laboratórios vivos de gestão antirracista, oferecendo alternativas decoloniais à racionalidade gerencial eurocêntrica.

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