'Assentados sobre os ombros de gigantes': juventude, ecossistema de empreendedorismo, e entrepreneuring em empresas criadas por jovens

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Data
2019-11-22
Orientador(res)
Andreassi, Tales
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Resumo

Esta tese está organizada no formato de três capítulos independentes, na temática do empreendedorismo jovem, apresentados de forma resumida a seguir. •Capítulo 1: A juventude pobre é a maior vítima da violência e do desemprego no Brasil. As estatísticas mais recentes do Atlas da Violência revelam que o custo social da violência no país se aproxima de 5,9% do PIB. Além do triste custo de vidas e futuros perdidos, estamos diante de um problema de ordem social e econômica de dimensões maiores do que em qualquer outro país do mundo. Não bastasse o problema crônico da violência no Brasil, dados do IBGE apontam que o desemprego desencadeado pela atual crise econômica afeta 27,3% dos jovens brasileiros. Assim, este ensaio discute os desafios e perspectivas de para a juventude brasileira, em especial àquela em situação de pobreza ou vulnerabilidade social, analisando o empreendedorismo como emancipação numa visão alternativa de desenvolvimento, e apresenta cinco proposições sobre as funções da universidade em relação ao jovem e ao empreendedorismo nessa perspectiva emancipadora. •Capítulo 2: A universidade tem a nova missão de promover o empreendedorismo e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da região onde está inserida, fortalecendo o ecossistema empreendedor jovem local. Assim, o objetivo deste capítulo é entender como a universidade atua num ecossistema empreendedor jovem local. Para tanto, conduzimos um estudo de caso no Estado de Sergipe, que teve seu cenário de empreendedorismo jovem iniciado por volta de 2004, como iniciativa de duas universidades locais, e hoje conta com outros stakeholders e iniciativas de incentivo ao empreendedorismo jovem. Os resultados da pesquisa trazem os principais componentes do ecossistema empreendedor jovem local, bem como a análise das funções da universidade empreendedora: (1) suporte educacional; (2) suporte de negócios; e (3) suporte de parcerias. Como contribuição teórica, o capítulo avança na discussão sobre o papel da universidade num ecossistema de empreendedorismo local jovem. De forma prática, contribui com recomendações para convergir os diversos atores do ecossistema em prol do empreendedorismo jovem. •Capítulo 3: A reflexão sobre a eficácia da universidade como promotora do empreendedorismo levanta algumas questões. Se de lado existe o entendimento consolidado de que as universidades funcionam como pontes entre as empresas nascentes, o governo e a indústria, de outro ainda temos um conhecimento limitado acerca de como tal suporte institucional acontece na prática. Assim, este capítulo parte de uma análise dos modelos teóricos que guiam a pesquisa em spin-offs universitários, e propõe a perspectiva do entrepreneuring como alternativa para estudar o empreendedor jovem enquanto indivíduo, tendo o estudo de caso como método de pesquisa empírica. Foram identificados os principais elementos da (trans)formação dos indivíduos enquanto jovens empreendedores, a saber: (1) o empreendedor na perspectiva da prática; (2) a tecnologia na perspectiva da prática e; (3) a universidade na perspectiva da prática. Como contribuição teórica, o capítulo oferece novos insights sobre o processo de entrepreneuring envolvendo jovens. Como contribuições práticas e políticas, discute criticamente a atuação da universidade nesse processo, e apresenta propostas para uma universidade mais engajada.


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