O Estado da juventude: drogas, prisões e acidentes

Resumo

Os estados, pelo acúmulo de atribuições indo do ensino médio a áreas-problema como segurança e trânsito, são os entes federativos últimos, responsáveis pelos jovens. A pesquisa argumenta em prol de uma maior liberdade dos estados em fixar os parâmetros de suas respectivas políticas para dar conta de especificidades locais e para aumentar o grau de aprendizado nacional sobre estas ações. Em termos empíricos, a pesquisa avalia os impactos de leis como o novo código de trânsito (2007) e traça um retrato estatístico de questões-tabu como drogas, violência e acidentes de carro. Os resultados encontrados mostram que estas questões têm reflexos diferentes entre rapazes e moças. Os personagens principais dos dramas são jovens homens solteiros, o que sugere a ampliação de políticas completamente diferenciadas não só por idade, mas por sexo. A pesquisa revela também que a magnitude de cada um dos problemas muda de acordo com a classe social dos rapazes. Prisões dizem respeito a rapazes mais pobres (mas não os analfabetos funcionais), enquanto acidentes de trânsito fatais e a declaração de consumo de drogas dizem respeito a rapazes de elite. “A pesquisa surgiu através de um desafio proposto pelo presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, instigada pelas questões levantadas no filme Tropa de Elite. A partir desta parte intitulada Droga de Elite, agregamos outras pesquisas que estavam sendo elaboradas pelo CPS sobre perfil dos presidiários e os determinantes dos acidentes de transito, que resultou em um retrato inicial, mas integrado de alguns dos principais problemas dos jovens e do país”, explica o coordenador da pesquisa, Marcelo Neri. O sítio da pesquisa, também com versão em inglês, apresenta vídeos, bancos de dados além de simuladores multivariados e amigáveis de probabilidades dos eventos estudados. Veja a pesquisa em .


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