Barreiras à economia circular na reciclagem de embalagens de aerossol: estudos de caso em organizações no Brasil

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Data
2023-08-14
Orientador(res)
Carvalho, André Pereira de
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Resumo

A Economia Circular tem sido considerada por vários acadêmicos como um dos veículos parase alcançar uma economia mais sustentável. Nesse contexto, este trabalho buscou entender queestratégias da Economia Circular estão sendo utilizadas no setor de aerossóis do Brasil e quaisas barreiras para sua implementação sob a ótica da estratégia de reciclagem. Constatou-se quea estratégia efetivamente adotada pelas empresas de aerossol no Brasil é o que a literaturamenciona como Reduzir, através da utilização de menor quantidade de materiais na composiçãodas embalagens ou através de produtos mais concentrados. Quanto à estratégia Reciclar, apesarde as empresas buscarem adquirir embalagens com um percentual de matéria-prima recicladacada vez maior, não foram constatadas iniciativas amplas, consistentes e de alto impacto nosentido de segregar, coletar, fazer a logística reversa e reciclar, pelo contrário, somenteprogramas isolados de baixo impacto. Verificou-se, em relação à reciclagem de embalagenspós-consumo de aerossóis, duas situações antagônicas: por um lado, o país possui umaexigência legal via Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e procedimentos rígidos desegurança na coleta, no transporte e na reciclagem, mas nada acontece; no outro extremo, umarealidade em que a reciclagem é feita de modo informal, pulverizado e rudimentar, sem boaspráticas de segurança, por meio de catadores, cooperativas e sucateiros, quando as embalagensnão são destinadas para aterros. De modo geral, empresas fabricantes de aerossol ou donos damarca atendem a PNRS por meio do programa Dê a Mão para o Futuro, utilizando-se doartifício de compensação de massa, o que, na prática, significa cumprir a legislação dereciclagem de embalagens de aerossol pelo excedente da reciclagem de outro tipo deembalagem menos complexa. No tocante aos obstáculos da Economia Circular na reciclagemde embalagens de aerossol, as principais barreiras apontadas na literatura (tecnológica,informacional, financeira, mercadológica, regulatória, organizacional e cultural) foramobservadas no setor brasileiro. Entre elas, vale destacar as barreiras tecnológicas, associadas aodesign das embalagens de aerossol; as organizacionais, pois as empresas estão focadas nareciclagem da poluição plástica devido à alta visibilidade, em detrimento de outros tipos deembalagem; e as regulatórias, pela falta de fiscalização e condescendência dos órgãosfiscalizadores em aceitar o critério de compensação de massa no atendimento da PNRS.


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