Taxa de câmbio real e desempenho macroeconômico: investigação empírica para economia brasileira

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Data
2021
Orientador(res)
Mori, Rogério
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Resumo

Este trabalho investiga, empiricamente, a relação entre taxa de câmbio real e crescimento econômico do Brasil no período de 1999 a 2019. Para tanto, o presente estudo estima um modelo de vetor autorregressivo estrutural (SVAR) composto de dados brasileiros de PIB, inflação e taxa de câmbio real efetiva, além do diferencial de juros. Para fins de análise de robustez, estima-se modelos adicionais, os quais contemplam as séries de preço internacional das commodities, agregado monetário (M2) e transações correntes. As funções resposta ao impulso indicam as seguintes relações: (i) choques positivos na taxa de câmbio real (depreciações) provocam redução no produto; (ii) não há evidência de efeito significativo na taxa de câmbio em resposta às variações no PIB; (iii) a inflação é sensível à taxa de câmbio real, visto que depreciações conduzem a aumentos no índice de preços ao consumidor (passthrough cambial); (iv) choques positivos no preço das commodities geram maior crescimento econômico; (v) há incremento na conta corrente em resposta à depreciação cambial, porém tal dinâmica não provoca expansão econômica; e (vi) apesar do modelo teórico sugerir uma relação negativa entre inflação e desempenho econômico, os resultados não comprovam tal dinâmica. A decomposição da variância (DVEP) mostra a importância da taxa de câmbio real, do preço das commodities e do diferencial de juros nos movimentos do PIB.


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