Guia de Aprendizagem - Dados à Prova D´Água

Resumo

O projeto Dados à Prova D’água (realizado entre 2018 e 2022) nasceu da colaboração entre instituições parceiras em três países: no Brasil, a Fundação Getulio Vargas e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN); na Alemanha, a Universidade de Heidelberg; e no Reino Unido, as Universidades de Glasgow e de Warwick. Essa colaboração envolveu uma equipe multidisciplinar, com pesquisadores de vários campos do conhecimento, incluindo desde as ciências sociais e humanas (administração pública, educação, estudos de mídia, geografia, psicologia social) até as ciências exatas e naturais (ciência da computação, ciência ambiental, hidrologia e meteorologia). A essas organizações, somaram-se outras parcerias fundamentais como a Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Acre, a Universidade Federal do Acre, e as escolas públicas E.E. Vicente Leporace e E.E. Renato Braga, da zona Sul da cidade de São Paulo, e E.E. José Ribamar Batista e E.E. Jornalista Armando Nogueira, da cidade de Rio Branco no Acre. Enriquecido pelas múltiplas perspectivas desses pesquisadores, o objetivo principal do projeto Dados à Prova D’água foi o de investigar novos métodos para aumentar a resiliência das comunidades às inundações, incluída aí tanto a capacidade de lidar melhor com eventos extremos de chuva, como a de empreender medidas transformadoras para reduzir o risco de que esses eventos resultem em desastres com consequências catastróficas. O projeto propôs alcançar esse objetivo mediante o engajamento de comunidades e instituições governamentais no processo de geração, circulação e utilização de dados para prevenção de inundações. Uma premissa básica que adotamos foi a de situar o processo de geração de dados como parte de atividades de “ciência cidadã”, que permitam o empoderamento de estudantes, professores e membros da comunidade como ativos produtores de conhecimentos.


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