Impacto da peste suína africana nas exportações de carne bovina brasileira

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Data
2021-04-01
Orientador(res)
Serigati, Felippe Cauê
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Resumo

A Peste Suína Africana (PSA) é uma epidemia que tem efeito adverso no plantel de porcos e tem impactado significativamente a produção de carne suína na China, onde a doença foi identificada em agosto de 2018. Dado que a China é o maior produtor e consumidor de carne suína do mundo, tal episódio tem estimulado a importação de proteína animal pelo país asiático e transformado as negociações internacionais pelo mundo. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de carne bovina do mundo e, por se beneficiar com o cenário de menores estoques de porco na China, tem batido recordes de exportação. Em 2020, os volumes de carne bovina exportados somaram 1,7 milhão de toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, um aumento de 10% comprado ao ano de 2019, quando as exportações de carne bovina já haviam apresentado recorde histórico. Dentro desse contexto, o objetivo desse estudo é estimar o efeito da recuperação dos estoques de porco na China nas exportações de carne bovina brasileira à frente. Para isso, foram identificadas as variáveis independentes mais satisfatórias e consideradas estatisticamente significativas: (i) estoque de porco na China, (ii) abate de bovinos no Brasil e (iii) dólar, as quais tem impactado as exportações brasileiras (variável dependente). Adicionalmente, foram realizados testes por meio de modelo de regressão múltipla, aplicado no Gretl, e traçados três diferentes cenários que tiveram os seguintes resultados: (i) no cenário base, considerando um aumento de 30% nos estoques de porco na China, uma redução de 4% nos abate de bovinos no Brasil e o dólar a R$ 5,0, as exportações de carne bovina brasileira reduziriam em média 27,84%; (ii) no cenário adverso, considerando um aumento de 40% nos estoques de porco na China, uma redução de 6% nos abate de bovinos no Brasil e o dólar a R$ 4,5, as exportações de carne bovina brasileira reduziriam em média 35,91%; e (iii) no cenário otimista, considerando um aumento de 20% nos estoques de porco na China, uma redução de 2% nos abate de bovinos no Brasil e o dólar a R$ 5,5, as exportações de carne bovina brasileira reduziriam em média 19,84%.


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