O custo econômico da flexibilidade em um sistema com crescente participação de fontes intermitentes e não despacháveis na oferta de energia

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Data
2025-12-04

Orientador(res)

Santos, Rafael Chaves

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A crescente participação de fontes renováveis intermitentes e não despacháveis, em especial a geração eólica, a solar fotovoltaica e a Mini e Microgeração Distribuída (MMGD), tem distanciado a matriz elétrica de seu perfil tradicional, pautado em um modelo fundamentalmente hidrotérmico. Apesar de aspectos positivos, como o aumento do grau de renovabilidade do Sistema Elétrico Brasileiro, os novos fundamentos, que tendem a persistir nos próximos anos e são agravados por externalidades como as mudanças climáticas, acarretam desafios adicionais à operação e ao planejamento do Sistema Interligado Nacional (SIN), em especial, desafios relacionados à busca por segurança energética e modicidade tarifária. Esta tese, a partir de uma análise histórica sobre o desenvolvimento do setor elétrico brasileiro e os principais desafios atualmente observados e debatidos no âmbito setorial, busca caracterizar, por meio de um modelo econométrico exploratório, o custo econômico (preço) da flexibilidade e da confiabilidade (segurança) requeridas para garantir o equilíbrio entre oferta e demanda de energia. A pesquisa examina a evolução institucional e regulatória do setor elétrico brasileiro, discutindo os mecanismos de contratação, o papel dos leilões de energia e a integração de novas tecnologias ao longo das últimas décadas. Com base em revisão teórica e documental, o estudo identifica as tensões entre segurança de suprimento e modicidade tarifária, destacando como principal ponto de discussão a geração termoelétrica. O trabalho contribui para o debate sobre o desenvolvimento e o planejamento da matriz elétrica brasileira, ao ressaltar os desafios enfrentados na operação do SIN e apresentar um recorte estatístico-exploratório de seus impactos econômicos, na expectativa de que as soluções a serem implementadas preservem os pilares do setor elétrico: segurança energética, universalização e modicidade tarifária.

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