Expanding horizons and pathways: Chinese firms in Brazil’s emerging green hydrogen market

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Data
2025-10-24

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Prado Junior, Servio Tulio

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O hidrogênio verde está emergindo como um vetor energético zero carbono fundamental na transição energética global. Os abundantes recursos renováveis do Brasil e sua infraestrutura portuária posicionam o país como um potencial polo de produção e exportação de hidrogênio verde. No entanto, persistem lacunas regulatórias internas, gargalos de infraestrutura e desafios de acesso ao mercado. A China, líder global em tecnologia do hidrogênio, está se expandindo internacionalmente e identifica oportunidades estratégicas no setor de hidrogênio ainda em formação no Brasil. Este estudo investiga as dimensões estratégicas e institucionais da cooperação Brasil–China em hidrogênio verde, guiado por quatro perguntas-chave: (1) Quais são os principais desafios e oportunidades do Brasil na produção de hidrogênio verde? (2) Qual o papel das empresas chinesas no desenvolvimento do mercado de hidrogênio no Brasil? (3) Quais obstáculos essas empresas enfrentam ao entrar no setor brasileiro de hidrogênio? (4) Como o modelo de cooperação entre Brasil e China pode ser otimizado para maximizar os benefícios mútuos? Metodologicamente, a pesquisa aplica marcos teóricos de negócios internacionais, incluindo o modelo de internacionalização de Johanson e Vahlne (Uppsala) e o paradigma OLI de Dunning, juntamente com uma perspectiva de cooperação Sul–Sul, para avaliar políticas, condições de mercado e estratégias empresariais. Também incorpora estudos de caso comparativos de três países pares – Egito, Arábia Saudita e Turquia – além de um caso regional no Nordeste do Brasil para contextualizar as conclusões. A pesquisa conclui que as novas políticas brasileiras para o hidrogênio criam uma base promissora, mas ainda deixam desafios regulatórios e de infraestrutura não resolvidos, elevando os custos dos projetos. As empresas chinesas oferecem capacidades tecnológicas, financeiras e operacionais que complementam as necessidades brasileiras, mas enfrentam desafios culturais, regulatórios e de sustentabilidade no contexto local. O estudo encerra com recomendações estratégicas para que ambos os países aproveitem essas complementaridades, fortaleçam mecanismos de parceria e acelerem conjuntamente uma economia de hidrogênio verde sustentável.

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