Mulher executiva: um estudo de fatores limitantes à ascensão ao topo das hierarquias organizacionais

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Data
2022-12-28
Orientador(res)
Sant’anna, Anderson de Souza
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Resumo

Esse estudo tem como principal objetivo ampliar pesquisas empíricas sobre barreiras intangíveis que, silenciosamente, afetam a ascensão profissional de mulheres detentoras de repertório acadêmico e técnico, impedindo-as de ocupar espaços estratégicos de poder nas organizações, em especial, nos níveis de “C-Level”; para que, uma vez conhecidas, sejam tomadas medidas capazes de neutralizar ou minimizar seus efeitos, de modo a aumentar os índices de representatividade feminina em posições de alto escalão. No tocante a metodologia, fez-se uso de pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, utilizando-se do método de análise de conteúdo por categoria, tendo por base a realização de entrevistas semiestruturadas e em profundidade junto a mulheres que vivenciam carreiras executivas em grandes organizações brasileiras, maciçamente multinacionais, de capital privado. Os resultados do estudo indicam que as executivas percebem a manifestação de barreiras de diversas formas ao ponto de, ao invés de caracterizar a situação por meio de expressões como “Teto de Vidro” ou “Labirinto”, a analogia mais apropriada parece ser a expressão “Campo Minado”; cujo caminho, do início ao fim, encontra-se repleto de artefatos enterrados nas mentes e corações de homens, mulheres e dogmas institucionais, que há séculos têm como objetivo impedir avanços e/ou causar danos às mulheres que ousam contrariar suas lógicas. As evidências desses artefatos aparecem quando homens consideram mulheres emocionalmente frágeis e passivas, quando executivas tentam provar que são “diferentes” das demais e quando instituições perpetuam disparidades salariais e de representatividade entre homens e mulheres. Além disso, o presente estudo aponta a energia extra que as executivas precisam empregar para mostrar sua capacidade, conquistar a equipe e se firmar na posição de comando. Nesse contexto, as executivas entrevistadas estão certas de que faz-se necessário convencer as mulheres a darem voz si mesmas, se unindo às demais - superando intrigas, concorrências e inveja -, de modo a se fazerem ouvidas em torno da necessidade urgente - e mandatória- da promoção de equidade de oportunidades equânimes entre homens e mulheres. Os resultados indicam também que muitas daquelas que “chegam lá” não se veem representadas pelo fenômeno “Abelha Rainha”, uma vez que atuam para que mais mulheres “ascendam” ao topo.


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