Geopolítica do urânio: poder, soberânia e a nova ordem energética mundial

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2026-02-06

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Este artigo analisa o papel estratégico do urânio na nova ordem energética global, abordando- o como vetor de soberania tecnológica e poder geopolítico. Da mineração ao reprocessamento, cada etapa do ciclo do combustível nuclear é examinada como uma camada de autonomia, cujo domínio determina a capacidade de uma nação produzir energia limpa, firme e independente. O estudo explora as assimetrias globais na produção de urânio e nas capacidades industriais, destacando a crescente influência do eixo sino-russo, os esforços do bloco ocidental para reorganizar suas cadeias de suprimento e a posição singular do Brasil, que reúne recursos, tecnologia e estabilidade institucional para completar seu ciclo nuclear. Com base em relatórios técnicos, tratados internacionais e estudos de caso comparativos, argumenta-se que a geopolítica do urânio não se limita ao acesso ao recurso mineral, mas estende-se ao domínio de tecnologias complexas e à diplomacia estratégica. No contexto da transição energética e das exigências climáticas, o urânio ressurge como ativo geopolítico, cujo valor se mede não apenas em toneladas de minério, mas em sua capacidade de gerar energia limpa e autonomia política.

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