Governando iniciativas de cidade inteligente: compreendendo os arranjos de governança sócio-técnica e o uso de tecnologias da informação nos casos de Curitiba e São Paulo

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Data
2019-02-25
Orientador(res)
Cunha, Maria Alexandra Viegas Cortez da
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Resumo

Dado o contexto da crescente urbanização, o incremento da TIC no tecido urbano e a complexidade de interagir com os diversos atores da cidade, neste trabalho de tese busco compreender como os arranjos de governança sócio-técnica configuram o uso das tecnologias de informação nas iniciativas de cidade inteligente, a partir da perspectiva de governança urbana e redes de interações sócio-técnicos. O argumento é de que a governança de iniciativas de cidade inteligente emerge da interação entre os artefatos tecnológicos e atores sociais e os modelos tradicionais de governança urbana ajudam a explicar os arranjos emergentes. Para isso utilizei como lente teórica uma combinação da Informática Social (Kling, 1999) e Redes de Interação Sócio-Técnica (Kling et al, 2003) com os modos de governança urbana (Pierre, 2011). A questão de pesquisa que orienta o trabalho é como os arranjos de governança sócio-técnica configuram o uso das tecnologias de informação nas iniciativas de cidade inteligente? Para responder essa pergunta foram estudadas duas iniciativas de cidade inteligente, o Curitiba Colabora em Curitiba e o Pátio Digital em São Paulo. Ao analisar de forma aprofundada o processo de formação das redes sócio-técnicas e se concentrar na compreensão da posição de influência dos vários atores e da tecnologia de informação, foram identificados dois novos arranjos de governança, a Rede de Governança Colaborativa Estimulada e a Governança para o Desenvolvimento Colaborativo de tecnologia. Há evidências de que os modos de governança urbana predominantes na cidade explicam as interações na rede de governança de cidades inteligentes, a forma como essas redes se constitui o uso das tecnologias de informação. O uso das tecnologias de informação aparece como resultado das redes de governança sócio-técnicas e das formas como essas tecnologias se associam com práticas locais de governança urbana. O uso de TIC é resultado da dinâmica de interações entre governo-atores sociais. Estas interações extrapolam o nível da administração pública para o nível da cidade na rede sócio-técnica. Também o uso depende da própria disponibilidade da tecnologia digital. A rede de atores e a tecnologia digital são mutuamente construídos nos dois casos analisados. O achado interessante é que o uso das tecnologias de informação faz emergir novos arranjos de governança, ao mesmo tempo o uso da tecnologia é resultado do modo de governança que emergiu.


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