Análise do impacto de variáveis de demanda agregada no nível de emprego por setor no Brasil
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Data
2025-07-22
Autores
Orientador(res)
Pires, Manoel Carlos de Castro
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Resumo
Este estudo investiga a dinâmica do nível de ocupação setorial no Brasil entre 2012 e 2024, relacionando-a a variáveis de demanda agregada por meio de um modelo ARDL. A motivação parte da recuperação rápida do emprego pós-COVID-19 e entender melhor como se comportam o emprego setorial diante de variáveis de demanda agregada. Foram analisados dados mensais de seis setores: Agropecuária, Indústria, Construção, Comércio, Serviços e Alojamento & Alimentação, empregando séries transformadas em variações percentuais, exceto inflação e endividamento. No agregado “Pessoas Geral”, a Renda Nacional Bruta e o Índice de Confiança do Consumidor apresentam elasticidades de longo prazo significativamente positivas, enquanto Crédito Total e Endividamento das Famílias exercem efeito contracionista líquido. A Incerteza Econômica impacta negativamente e de forma duradoura a ocupação. No Comércio, o crédito mantém efeito expansivo, mas a incerteza age como um freio estrutural. Serviços e Alojamento & Alimentação são sensíveis à inflação e à renda; contudo, choques de crédito excessivo e incerteza reduzem seu nível de emprego. Indústria e Construção respondem a variações de crédito e endividamento no curto prazo, mas seus multiplicadores de longo prazo se atenuam após os ajustes defasados. Os resultados evidenciam heterogeneidade setorial e sugerem que políticas de estímulo via crédito devem priorizar a sustentabilidade financeira e a previsibilidade macroeconômica. Recomenda-se fortalecer instrumentos que elevem a confiança e estabilizem expectativas, além de promover linhas de financiamento de longo prazo, para sustentar a geração de empregos de forma equilibrada nos diversos segmentos da economia brasileira.
