Emeging markets and the limits of financial resilience: market-based finane, integration and systemic risk
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Data
2026-03-26
Orientador(res)
Rochman, Ricardo Ratner
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Resumo
Esta tese investiga por que economias de mercados emergentes permanecem vulneráveis a choques financeiros globais, mesmo após avanços significativos em regulação bancária, integração econômica e desenvolvimento institucional desde a crise financeira global. O trabalho parte do paradoxo empírico de que melhorias na resiliência do sistema bancário não foram acompanhadas por maior estabilidade macrofinanceira. A pesquisa é estruturada em três artigos complementares. O primeiro examina empiricamente a transmissão de choques externos para mercados emergentes por meio da relação entre preços globais de energia e mercados acionários dos países BRIC, utilizando testes de causalidade de Granger. Os resultados mostram que choques nos preços internacionais de energia precedem sistematicamente movimentos nos mercados acionários dessas economias, indicando forte influência de fatores externos. O segundo artigo analisa os determinantes estruturais da integração socioeconômica entre economias emergentes no contexto de fragmentação global, empregando métodos econométricos de painel, incluindo modelos ARDL, testes de causalidade Dumitrescu-Hurlin, funções impulso-resposta e decomposição de variância, além de exercícios de previsão com modelos ARIMA. Os resultados indicam que fatores como integração financeira regional, qualidade institucional e inovação tecnológica exercem influência significativa sobre a dinâmica da integração econômica. O terceiro artigo desenvolve um quadro analítico para explicar a persistência da vulnerabilidade financeira, enfatizando o papel crescente da intermediação financeira não bancária, da liquidez de financiamento e das limitações das estruturas regulatórias tradicionais. Em conjunto, os resultados sugerem que a vulnerabilidade dos mercados emergentes não pode ser compreendida apenas a partir de fragilidades domésticas ou da regulação bancária. Ela decorre da interação entre ciclos financeiros globais, formas contemporâneas de intermediação financeira e assimetrias estruturais na arquitetura financeira internacional.
