A avaliação de programas de formação em gestão: um estudo de caso na educação básica do Rio de Janeiro

Data
2018-11-29
Orientador(res)
Oliveira, Fátima Bayma de
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Resumo

Objetivo – Este estudo teve como objetivo geral identificar como instituições podem avaliar as contribuições de programas de formação em gestão no contexto da educação básica brasileira. Metodologia – Foi utilizada a metodologia de estudo de caso, testando a teoria criada por Grohmann e Kauffeld (2013), baseada na teoria amplamente divulgada de Kirkpatrick (1959), para avaliar um curso semipresencial de Gestão Escolar. Como métodos, foram utilizados um questionário on-line estruturado para uma análise quantitativa, análise de conteúdo e entrevistas semiestruturadas para aprofundar as complexas variáveis que influenciam a avaliação da formação. Resultados – A ferramenta criada por Grohmann e Kauffeld (2013) se mostrou apropriada para a avaliação de programas de formação, contudo o contexto e relatos de experiência são importantes para a triangulação de dados. Os principais resultados identificados pelo questionário, por sua vez, apontam para uma avaliação positiva dos indicadores de curto prazo, tendo variáveis como idade, escolaridade e localização como determinantes; uma avaliação neutra a longo prazo, tendo variáveis como cargo e localização como determinantes; a necessidade de formações mais aprofundadas, de maior duração e continuadas, que abordem situações práticas do cotidiano escolar, como gestão financeira, e a adequação do conteúdo para o nível de experiência do público no cargo. Limitações – As escalas de medidas de curto e de longo prazo não puderam ser medidas em períodos distintos, o que pode ocasionar correlação entre elas. A amostra se deu por acessibilidade, podendo comprometer o índice de confiança dos dados para fins de generalização dos resultados. Aplicabilidade do trabalho – Como estratégia, os departamentos e setores de ensino tendem a investir em formações gerenciais. No entanto, a avaliação desses cursos tende a ser cara, demorada e baseada em dados simplistas ou complexos demais para serem medidos. É importante avaliar essas estratégias para identificar se a gestão está obtendo melhores resultados. Contribuições para a Sociedade – Os indicadores da educação básica brasileira são extremamente preocupantes. Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), por exemplo, apresentam desafios em relação à aprendizagem, fluxo de alunos e distorção entre série e idade dos alunos. Este projeto baseia-se no argumento de que o papel dos gestores e diretores das escolas é um dos principais fatores para a mudança desse cenário. Esses diretores, em geral, são professores que assumem o cargo sem o conhecimento gerencial adequado. Originalidade – Há uma série de estudos sobre o papel do gestor escolar, seu perfil e sua correlação com a aprendizagem dos alunos, contudo não foi encontrado estudo específico sobre a avaliação prática da formação em gestão escolar na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.


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