Performance de fundos mútuos de investimento no Brasil: uma análise dos fenomenos de 'hot-hands', sinalização e persistência de retornos

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Data
2002-02-26
Orientador(res)
Furtado, Cláudio Vilar
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Resumo

O presente trabalho apresenta um resumo não só dos conceitos básicos sobre fundos de investimento, como também seu histórico e evolução no Brasil e no mundo, o contexto institucional nacional e os principais ratings de classificação de performance. Sua parte empírica foca-se no exame do fenômeno de persistência de performance para os fundos de investimentos ativos brasileiros entre julho de 1996 e junho de 2001. O estudo empírico dividiu-se em três partes: a comparação do retomo das categorias de fundos de ações ativos, de renda fixa e multimercados com os respectivos benchmarks e fundos passivos; a verificação do fenômeno de persistência baseando-se em Malkiel (1995); e a análise dos resultados de investimentos em portfólios formados pelos grupos de uma mesma categoria pertencentes a um mesmo percentil de retomo não ajustado ao risco. Os fundos de ações ativos com benchmark no Ibovespa apresentaram retornos médios superiores ao Ibovespa e aos fundos indexados ao Ibovespa (fundos passivos). Verificaram-se o fenômeno de persistência de performance para a amostra total, grupos de alta volatilidade e baixa volatilidade para períodos de investimento semestrais, anuais e de 2,5 anos. Estratégias de investimento em grupos dos melhores fundos apresentaram, de maneira geral, retornos simples (líquidos de taxa de administração) superiores à média do retomo de todos os fundos de ações ativos analisados. Entretanto houve exceções para as médias dos 10% e 20% piores fundos (quando analisados para períodos de investimento de 1 ano). Os fundos de renda fixa obtiveram retornos inferiores ao CDI e aos fundos referenciados DI. Entretanto, verificou-se, nessa categoria, a maior evidência estatística de persistência de performance. Todas as estratégias de investimentos, nos melhores fundos do período anterior, mostraram-se eficientes. Os fundos multimercados conseguiram superar o retomo do CDI e apresentaram o menor grau de evidência de persistência de performance. A estratégia de investimento em vencedores do período anterior obteve retornos inferiores ao investimento nos grupos de pior desempenho anterior, em todos os períodos analisados. A estratégia de investimento baseada nos melhores fundos classificados de acordo com o Índice de Sharpe Generalizado, mostrou-se mais eficiente que a baseada, exclusivamente, na classificação dos fundos por retomo bruto não ajustado para risco.


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