O BRICS e a cooperação internacional na esfera agrícola: a implementação do action plan 2012-2016

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Data
2018
Orientador(res)
Dias, Daniel Pires Novais
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Resumo

O trabalho aqui desenvolvido busca analisar como vem funcionando, nos últimos anos, as atividades de cooperação internacional realizadas entre os cinco países membros do BRICS, e questionar se elas têm de fato ocorrido, ou se são apenas um conjunto de documentos internacionais, sem institucionalização suficiente até o momento. Serão avaliados os resultados práticos de longo prazo da implementação do Action Plan for Agricultural Cooperation 2012-2016, aprovado pelos países membros do BRICS em virtude de sua Segunda Cúpula, ocorrida em 2011. Tal acordo prevê medidas de institucionalização da cooperação internacional com o fim de elevar a produtividade agrícola e erradicar a insegurança alimentar que afeta as populações dos cinco países em desenvolvimento, prevendo como metas, por exemplo, desenvolvimentos tecnológicos que adaptem o cultivo as mudanças climáticas, e a criação de um sistema de compartilhamento de informações tecnológicas relacionadas à esfera agrícola. Este trabalho avaliará o contexto que resultou na elaboração do Action Plan 2012-2016, e também se estas iniciativas tiveram efeito, levando a um incremento da produtividade consistente entre os cinco países, que possa ser atribuído às atividades de cooperação internacional realizadas entre eles. Por fim, será avaliada a influência chinesa na institucionalização dos objetivos do acordo, de modo a testar a hipótese de que, devido a uma suposto maior poderio econômico chinês em relação ao Brasil, Índia, Rússia e África do Sul, a realização das metas previstas no Action Plan 2012-2016 depende da presença de interesses político-econômicos chineses. Logo, seria o BRICS apenas um projeto de poder chinês, e portanto impedido de exercer real cooperação internacional?


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