Efficiency drivers in Brazilian insurance companies: a two-stage DEA approach
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Data
2025-12-15
Autores
Orientador(res)
Wanke, Peter
Cardoso, Ricardo Lopes
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Resumo
Este estudo avalia a eficiência técnica e a produtividade de seguradoras brasileiras (2017–2024) e examina se as medidas de desempenho baseadas em fronteiras e fatores contextuais estão associadas a indicadores de dificuldades financeiras relevantes para a supervisão prudencial. Um painel balanceado de 89 seguradoras é analisado utilizando Análise Envoltória de Dados (DEA) orientada para output, usando os modelos Constant Returns to Scale (CRS) e Variable Returns to Scale (VRS), derivando a eficiência técnica e de escala. A variação da produtividade é calculada por meio do índice de Malmquist (catch-up e frontier sift). Regressões Tobit/OLS no segundo estágio e regressões quantílicas relacionam as medidas de fronteira defasadas com o escore Z-Score e indicadores de suficiência de capital e provisões. Foram encontradas evidências de que a eficiência média no modelo VRS supera a do modelo CRS, indicando uma lacuna substancial de eficiência de escala. A maioria das observações opera sob retornos de escala decrescente. O crescimento da produtividade é modesto e impulsionado pelo frontier shift. A eficiência defasada geralmente está associada a melhores indicadores de solvência, com heterogeneidade na distribuição. Como limitações, este estudo reconhece que o DEA é determinístico e sensível à especificação de insumo-produto. Além disso, trabalhos futuros poderiam aplicar fronteiras corrigidas por bootstrap e modelos causais em torno de intervenções regulatórias específicas. Em termos de implicações práticas, as empresas devem priorizar a disciplina de escala. Para os supervisores, combinar diagnósticos de eficiência/retornos de escala com métricas de suficiência prudencial pode fortalecer a priorização baseada em risco e o monitoramento dos riscos de transição. No que diz respeito às implicações sociais, os ganhos de eficiência operacional podem aprimorar a proteção do consumidor e a estabilidade financeira, reduzindo a probabilidade de insolvência. Por fim, a originalidade deste estudo reside nas ligações entre a dinâmica DEA/Malmquist e os indicadores de insolvência no setor de seguros brasileiro, fornecendo evidências para a calibração da supervisão em um mercado regulamentado emergente.
