Equilibrando rentabilidade e crescimento: estratégias de crescimento e de respostas à disrupção na fintech PagSeguro

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Data
2022-06-06
Orientador(res)
Guissoni, Leandro Angotti
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Resumo

O PagSeguro, nasceu em 2006 como uma plataforma segura para pagamentos online, mas foi no varejo físico que teve seu crescimento potencializado a partir do lançamento em 2013 das primeiras maquininhas de cartão sem aluguel para microempreendedores, alternativa encontrada para competir diante de empresas tradicionais e dominantes do mercado. A companhia foi pioneira no mercado de adquirência ao permitir que pequenos e microempreendedores, um nicho que havia muita insatisfação das soluções vigentes e que era pouco atrativo para os gigantes do setor, adquirissem seu próprio dispositivo para receber suas vendas com cartão de crédito ou débito de forma simples e acessível, possibilitando que vendessem mais e de qualquer lugar. Em 2018, se tornou a primeira fintech brasileira a abrir capital na New York Stock Exchange (Nyse), levantando US$2,6 bilhões. Nos anos seguintes, manteve como premissa crescimento com rentabilidade e escalou seu negócio de forma rápida e eficiente. Em 2021, alcançou 10% de participação e até 2022 tem sido a mais lucrativa do setor de maquininhas. Essa trajetória que fortaleceu a economia e democratizou o mercado está diretamente ligada à trajetória de Ricardo Dutra, CEO do PagSeguro, que enxergou também uma oportunidade latente no setor bancário, dominado por 5 grandes bancos, e lançou em 2019 o PagBank, uma conta digital lançada para ser descomplicada, menos burocrática e sem taxas de manutenção, passando a ter como missão democratizar os serviços financeiros no Brasil. Entretanto, uma combinação de mudanças estruturais começa a pressionar todo o setor. Primeiramente, a rápida adesão aos pagamentos instantâneos, que ocasiona a desintermediação da cadeia de pagamentos, ou seja, promove a entrada de novos meios de pagamento que não dependem de maquininhas. Segundo fator, o cenário macroeconômico com altas consecutivas na taxa de juros, que encarecem o custo de capital e pressionam a lucratividade. Terceiro, ocorre um significativo acirramento da concorrência, que já não é mais composta apenas por grandes e previsíveis competidores. Por conta do cenário instável e altamente competitivo, as adquirentes brasileiras estão sob pressão e buscam por novas fontes de receita para preservação das margens. No caso do PagSeguro, o ecossistema digital completo de adquirência e banco é o diferencial da companhia, que busca reequilibrar seu modelo de negócio, ou seja, construir novas fontes de receita do lado do banco digital enquanto perde fontes de receita do lado adquirente. Os esforços passam a se concentrar em aumentar o engajamento (uso) do PagBank a fim de torná-lo banco principal, gerar receitas e uma alavancagem operacional acima do previsto e não perder um volume significativo de clientes. Com isso, três possibilidades se abrem e Ricardo Dutra, junto aos demais executivos, deve definir a prioridade estratégica para os próximos anos, sob a premissa de manter o equilíbrio entre crescimento e rentabilidade. O caso também examina os desafios que uma entrante pode conviver ao se tornar uma empresa estabelecida, inclusive caminhos de reação frente a uma nova onda de disrupção.


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