Economia comportamental em quatro atos - raízes, rupturas, aplicações e perspectivas
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2025-09-15
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Resumo
Este artigo apresenta uma revisão sobre a evolução e o estado atual da economia comportamental, desde suas raízes até seus desenvolvimentos contemporâneos. Inicia com um panorama histórico que remonta a contribuições de pensadores clássicos como Adam Smith e marginalistas, passando pelos debates de meados do século XX (Friedman, Simon, entre outros) que pavimentaram o caminho para a incorporação da psicologia na teoria econômica. Em seguida, explora-se os avanços teóricos fundamentais da economia comportamental – notadamente os trabalhos pioneiros de Daniel Kahneman e Amos Tversky nas décadas de 1970, que introduziram as heurísticas e vieses cognitivos e a Teoria do Prospecto, desafiando os axiomas de racionalidade da economia neoclássica. Também são apresentados e explicados, com riqueza de exemplos didáticos, os principais conceitos do campo (racionalidade limitada, contabilidade mental, aversão à perda, efeito de enquadramento e nudge), enfatizando suas implicações para o comportamento real dos indivíduos em contraste com o modelo do homo economicus. O texto discute criticamente a originalidade epistemológica da economia comportamental – questionando em que medida ela constitui uma ruptura de paradigma ou uma extensão da teoria econômica tradicional – e aponta direções inovadoras para pesquisas futuras, incluindo a integração com a neurociência (neuroeconomia), modelos computacionais de simulação de comportamento, aplicações em políticas públicas baseadas em nudges e os dilemas éticos que emergem dessas aplicações. O objetivo é oferecer uma análise didática, engajante e acessível a aqueles que se interessam pelo tema sem perder o rigor acadêmico, contribuindo desta forma para o debate contemporâneo sobre os limites da racionalidade econômica, suas aplicações e as perspectivas de uma ciência econômica mais interdisciplinar.
